Uma grande parte dos professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital aderiu hoje à greve dos docentes, com uma concentração, apesar da manhã de chuva, à porta do Agrupamento oliveirense. O protesto, iniciado na sexta-feira, foi convocado pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP), contra as propostas de modelo de concurso de colocação de docentes “municipalizado” e obrigou mesmo ao encerramento de escolas do concelho.
A greve tem lugar num momento em que o Governo está em negociações com os sindicatos, com o STOP a exigir a contabilização integral do tempo de serviço e a possibilidade de um professor poder reformar-se depois de 36 anos de serviço. Para o próximo sábado, 17 de Dezembro, está agendada uma manifestação de professores na Rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa.
“Nos últimos tempos as políticas educativas têm gerado desânimo entre a classe”, explicou a professora Maria Helena Sousa, um dos elementos que optou por fazer greve e que manifestava o seu descontentamento à porta do AEOH. “As medidas emanadas da tutela visam gerar a precariedade e a injustiça que não vai de encontro a um processo de aprendizagem de qualidade. Temos de defender a escola pública”, continua, sublinhando também que os professores não querem a “municipalização da educação”. “Não queremos a alteração do modelo de concursos”, concluiu.
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