A pretexto do 7 de Outubro, o Dia do Município de Oliveira do Hospital, os principais autarcas eleitos pelo Partido Socialista para a Câmara e Assembleia Municipal, fizeram confluir «as coisas» à sua volta para acelerar a propaganda (pré) eleitoral rumo às eleições autárquicas previstas para Setembro ou Outubro do próximo ano de 2025.
Para tal, juntaram algumas dezenas de munícipes, algumas e alguns convidados, para sobretudo propagandearem os seus “feitos” em matéria de gestão autárquica à frente do município, nomeadamente perante a comunicação social para, sobretudo por aí, divulgarem tão alegadamente excelsos méritos políticos e administrativos, os quais o presidente da Câmara contabilizou com aquilo dos «15 milhões de euros» investidos pela Câmara nos três anos do atual mandato. Enfim, e se assim foi, mais não fizeram afinal que a sua obrigação que para isso foram eleitos e também porque alguma obra, afinal, é mesmo para ser feita em três anos… E completaram tudo isso com um espetáculo musical na Casa da Cultura reaberta nesta data de 7 de Outubro e para efeitos propagandísticos prioritariamente utilizada.
As cenas de mais este capítulo vinham sendo ensaiadas nos bastidores e foram levadas a público numa renovada Casa da Cultura César de Oliveira, a qual, finalmente, viu as suas portas reabertas – com sete anos de atraso pois as promessas dos mesmo autarcas para reabertura da Casa da Cultura, tais promessas e «juras» remontam a seis ou sete anos atrás, a 2016/17. Tanto tempo sem Casa da Cultura em Oliveira do Hospital !
«Sonhámos uma nova Casa da Cultura para a cidade de Oliveira do Hospital !»
É que, segundo um talentoso poeta «o sonho comanda a vida» ou como disse outro poeta ainda mais talentoso «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce», afinal todos nós podemos ter sonhado uma nova Casa da Cultura, mais ampla, mais moderna e funcional, mesmo mais bonita. E se assim não fosse, então para quê sonhar ? Porém, o mais importante vem a seguir quando se trata de trazer os sonhos a uma vida digna…
E este «sonho» da nova Casa da Cultura demorou sete anos a ver a vida, sete anos de esperas e desenganos, de prejuízos vários dos culturais aos financeiros ! Quase, quase se transformou em «pesadelo» autárquico…
A «Casa da Cultura – há quem reconheça – chega tarde porque demorou demasiado tempo !» – ora, obrigado pela descoberta… Mas «quem pagou a fatura ?» – perguntamos. Pois claro, fomos nós e foi o erário público !
«O principal culpado por a Casa da Cultura ter demorado tanto chama-se José Carlos Alexandrino».
Atenção aos mais suscetíveis que não somos nós a tomar a iniciativa de dizer isto assim preto no branco. Aliás, não fomos nós a «inventar» as ideias que acima vêm entre aspas. E junta-se outras mais como segue: «Se fosse hoje, não teria cometido vários erros». Então quem terá sido o autor destas «confissões» públicas ?
Pois foi o próprio José Carlos Alexandrino – está gravado no programa semanal que ele tem na Rádio Boa Nova – afinal o mais direto interveniente autárquico no processo batizado de «Requalificação e Refuncionalização do Colégio Brás Garcia de Mascarenhas e da Casa da Cultura César de Oliveira», projeto e obra que, dizem-nos, saltitando aliás de orçamento em orçamento, demorou sete anos a concretizar e andará agora por cerca de 2 milhões de euros, para aí quase o dobro do contrato/adjudicação iniciais !
Premiar o «sonho» de alguém, mas que se transformou no nosso «pesadelo» municipal…
Queremos assinalar a «solidariedade ativa» uma vez mais demonstrada pelo ex-presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, para com o atual presidente, José Francisco Rolo, ao reclamar (Alexandrino) para si todas as responsabilidades pela grande demora na concretização desta obra da Casa da Cultura. Porém, a isso também se pode chamar de cumplicidade e, até, de descarada proteção política e partidária….
Atente-se, entretanto, nessa tentativa de Alexandrino para desresponsabilização – política e administrativa – do atual presidente Francisco Rolo, afinal do mesmo homem-político que foi Vice-Presidente de Alexandrino e presidente da Câmara há já 3 anos quer dizer, então como é possível pretender-se que Francisco Rolo não tem responsabilidades políticas pelo atraso de 7 anos nesta obra ?!… Querer assim desresponsabilizar Francisco Rolo, é passar-lhe, ao mesmo tempo, um autêntico atestado de «irresponsável político» para lhe granjear uma grande dose de inimputabilidade política e partidária na gestão camarária.
Enfim, e como diz o outro, «isto é gozar com quem trabalha» mas cai bem entre o nosso pessoal mais ingénuo…
E para completarem o capítulo, lá batizaram o novo Auditório da Casa de Cultura com o nome de José Carlos Alexandrino e lá descerraram uma placa com este nome. Ora, nós temos legitimidade para «sonharmos» colocar, lá por baixo da placa descerrada, um apontamento assim:
– «Homenagem da maioria PS àquele que é, ´ipsis verbis´, o responsável pelo grande atraso de 7 anos verificado na execução da obra de renovação desta Casa da Cultura César de Oliveira».
Autor: Carlos Martelo
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