.
“Que houvesse um prolongamento da data até 15 de Maio, para dar tempo, porque há muita gente que vem ter connosco, vêm falar com as associações de agricultores, que têm equipas de sapadores e com os empreiteiros e às vezes têm de ficar em lista de espera e não há capacidade para fazer tudo”, disse.
Luís Damas salientou ainda que os proprietários “já interiorizaram que têm que fazer isto para sua defesa e para defesa dos bens”, apesar de, em algumas situações, ser “um sorvedouro de dinheiro para economias de pessoas com poucos recursos”, porque, principalmente no interior, muitos dos proprietários têm pequenos terrenos sem grande rentabilidade e, mesmo que quisessem fazer a sua limpeza, já não têm condições para isso devido à idade. “À parte disso, o que se passa é que as pessoas também não têm dinheiro. E este ano é particularmente difícil nesse aspeto”, disse.
Pedro Serra Ramos espera que a legislação que obriga à limpeza de terrenos neste prazo “seja em breve alterada, porque estas limpezas não trazem qualquer acrescento àquilo que é a floresta” e causam até problemas graves, como a erosão dos solos. Há “toda uma série de problemas associados às limpezas excessivas que têm de ser ponderados mais tarde ou mais cedo, para além do gasto de dinheiro que isto envolve, que poderia ser aplicado numa gestão florestal profissional que resultaria certamente num processo muito mais vantajoso, quer em termos florestais, quer em termos económicos”, disse.
Correio da Beira Serra Jornal de Referência de Oliveira do Hospital e da região. Correio da Beira Serra – notícias da Região Centro – Oliveira do Hospital, Arganil, Tábua, Seia, etc
