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15 de Fevereiro de 2026
Socialistas denunciam falha do calendário prometido para o primeiro trimestre de 2025 e alertam para possível redução de oferta ferroviária no Interior do país
O Grupo Parlamentar do Partido Socialista acusa o Governo de continuar sem apresentar um calendário claro e actualizado para a reabertura da Linha da Beira Alta, apesar das sucessivas interpelações formais e da relevância estratégica desta ligação ferroviária para o Interior do território.
Na resposta enviada recentemente ao PS, na sequência de uma pergunta submetida em Julho, o Ministério das Infra-estruturas e da Habitação confirma que as obras no troço entre Pampilhosa e Mangualde foram concluídas no final do primeiro trimestre de 2025. Contudo, o executivo escusa-se a indicar uma data concreta para a reabertura total da linha, alegando que ainda estão em curso procedimentos técnicos, designadamente a emissão do certificado de conformidade CE e da autorização de entrada ao serviço.
Para os deputados socialistas, o mais preocupante é o Governo admitir que a CP apenas “irá repor a oferta realizada em Abril de 2022, podendo realizar os necessários ajustes de acordo com a evolução da procura no território”. Esta formulação, alertam, deixa em aberto a possibilidade de uma redução da oferta de transporte ferroviário, o que seria, sublinham, uma nova penalização para as populações e empresas do Interior, que se encontram privadas deste serviço desde 2022.
“O Governo falha mais uma vez o compromisso de reabrir a Linha da Beira Alta no primeiro trimestre de 2025, tal como havia sido anunciado pelo ministro das Infra-estruturas”, lê-se no comunicado divulgado pelo grupo parlamentar. “Além disso, continua a revelar incapacidade para indicar qualquer data concreta para a retoma da circulação ferroviária”, acrescenta o PS.
No passado domingo, a Linha da Beira Alta assinalou 143 anos de existência. O PS aproveita a efeméride para reafirmar a exigência de um “compromisso firme com o reforço da ferrovia no Interior, a reposição plena do serviço e a definição de prazos concretos para o regresso à actividade”.
O partido lembra que esta infra-estrutura constitui um eixo ferroviário fundamental na ligação entre o centro do país e a fronteira com Espanha, com impacto directo na mobilidade regional, na economia local e na competitividade logística de diversos sectores.
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