O vereador da PSD na Câmara Municipal Francisco Rodrigues mostrou-se hoje preocupado com um conjunto de incidentes que lhe foram relatados e que davam conta de cães vadios que percorrem as ruas da cidade e o concelho, tendo já causados danos a várias pessoas, especialmente em alguns rebanhos de ovelhas. “Pelo que me foi transmitido a situação é grave. Parece-me urgente capturar esses cães deambulantes”, disse o social democrata, questionando que medidas tomou a autarquia para acabar com este “flagelo”. O presidente da autarquia reconheceu que esses relatos já chegaram à Câmara e diz que está a fazer tudo para capturar os animais com recurso a jaulas e armas de tranquilizantes.
“Sei que houve um problema com um pastor e tenho também o relato de outro cidadão. Não sei haverá mais, Os casos foram encaminhados para o veterinário municipal e sei que foram feitos esforços para a captura desses animais. Sei que o processo de captura não é neste momento um meio simples. Pode-se montar uma batida licenciada no ICNF para controlo da população de javalis, mas não podemos fazer isso em relação aos cães. Mesmo quando se trata de cães assilvestrados. É uma tendência que tem vindo a crescer na última década”, disse o autarca que rejeitou a ideia de Francisco Rodrigues de estes casos poderem esta a suceder pelo facto “da pessoa que anteriormente tratava de apanhar estes animais estar agora noutras funções”. “Este executivo tem apostado nos animais. Como disse, agora até temos um enfermeiro veterinário”, referiu antes de passar a palavra ao vereador Nuno Ribeiro responsável por aquela área.
Este elemento do executivo garantiu que mal recebeu a denuncia agiu no sentido de encontrar e capturar os animais. “Mas não é uma tarefa fácil. Pedimos mesmo o apoio do SEPNA da GNR”, disse, sublinhando que o município está preocupado com este caso e com o crescente abandono dos animais, em particular no período de férias, bem como a ausência de cooperação por parte da população. “As pessoas também não colaboram e cometem um crime ao fechar as jaulas de captura que estão devidamente identificadas. Ainda hoje foi ver como estava uma instalada próximo do centro de saúde e ela estava encerrada com a comida lá dentro. É uma grande preocupação”, referiu.
O vice-presidente da autarquia, Nuno Oliveira, alertou ainda que a arma de tranquilizantes não é completamente eficaz, porque a quantidade de sedativo tem um limite. “A ideia é colocar o animal a dormir e não o matar, portanto há uma dosagem que não se pode superar. Por isso, mesmo depois de atingido não fica logo ali e pode fugir. Mas é um assunto que temos de resolver”, concluiu.
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