“Sete anos depois dos incêndios de Outubro de 2017, os produtores de queijo da Serra da Estrela continuam a lutar pela recuperação sem apoios suficientes”. A denúncia é feita, em comunicado, pelo Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM), que critica a falta de medidas concretas para ajudar os lesados da tragédia e dá como título da sua missiva: “Não há queijo sem sofrimento “.
“A economia da região vive ou sobrevive com o contacto directo ou indirecto com o queijo. Fomos dizimados em Outubro de 2017 e ainda hoje usam os pastores e o queijo como um troféu da sobrevivência”, denuncia a associação, lembrando que, apesar das dificuldades, os produtores continuam a trabalhar no terreno com pouca ou nenhuma ajuda.
Além do sector agro-pecuário, há ainda centenas de famílias sem habitação e obras contratadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) que continuam por concluir. Também os agricultores e produtores florestais que ficaram sem meios de subsistência em 2017 nunca chegaram a receber apoio, seja por falta de abertura de candidaturas específicas, seja por não reunirem os critérios de elegibilidade exigidos.
A MAAVIM critica ainda a ausência de investimentos em infra-estruturas que poderiam impulsionar a recuperação económica da região, como o IC6, IC7, IC12, IC37 e a ligação ao IP3, promessas antigas que continuam por cumprir.
“Agora vão aparecendo ajudas, que se perdem pelo caminho, mas que não rectificam a injustiça com este território. Não somos portugueses de segunda, somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento”, sublinha a associação.
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