O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) espera que o Governo que venha a sair das eleições legislativas de 10 de Março “resolva o problema da falta de apoio [aos lesados dos incêndios] que já vai para o sétimo ano”. O movimento acusa os políticos que, em 2017, asseguraram que os apoios iam chegar de, com o aproximar das eleições, voltarem a prometer “céu infinito”.
“Os pastores e agricultores aguardam há muitos anos, por várias promessas para recuperar aquilo que perderam nos Incêndios de 2017 e agora ainda estão a devolver algum do apoio que receberam”, refere um comunicado daquele movimento. “Prometeram vida para as nossas terras, para as nossas gentes e para a nossa Economia, mas nada chegou”, refere a MAAVIM, salientando que “continuam dezenas de empresas por apoiar, centenas de Famílias sem as suas habitações e milhares de agricultores e produtores florestais sem ser ressarcidos de tudo ou de parte do que perderam em 2017 e nos anos seguintes”.
O MAAVIM deixa ainda uma série de perguntas: “Porque é que o Estado nunca cumpriu as promessas de ajudar quem tudo perdeu? Porque somos diferentes do resto do país? Onde estão os apoios aos agricultores, pastores e produtores florestais?”. O movimento termina acusando aqueles que em 2017 asseguraram que os lesados iam receber apoios de continuarem hoje a oferecer tudo, “a oferecer o céu infinito”.
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