Os vereadores da coligação PDS/CDS-PP questionaram ontem o presidente da Câmara Municipal de Tábua sobre o facto da autarquia não ter sido publicado na página oficial do município no Facebook um comunicado da oposição na qual aqueles elementos procuravam explicar as razões que os levaram a abandonar a reunião de Câmara. O pedido surgiu depois dos vereadores em permanência, do PS, terem publicado uma nota naquela plataforma da autarquia com a sua posição e a criticarem os opositores. O presidente da autarquia, Ricardo Cruz, porém, ignorou praticamente o caso e não justificou a razão que levou a que o documento dos elementos do PSD-CDS/PP não fosse publicado.
Os vereadores da Coligação Alexandra Leal e Vítor Melo mostraram-se muito críticos e este últimos confessou que ainda teve esperanças que o documento da Coligação fosse publicado, porque a página é do município e como tal tem de estar aberta a todas a todas as forças políticas representadas no executivo e na Assembleia Municipal. “Ainda estamos em democracia e a oposição tem direitos. Não estamos a falar uma página do executivo em permanência, de uma página dos seus vereadores, de uma página do PS, mas sim de um instrumento do município que os elementos socialistas não podem tomar como seu. Queremos acreditar que a Câmara ainda não é a sede do PS”, acusa Vítor Melo, frisando que estas atitudes não se enquadram “com a retórica destes senhores socialistas que enchem a boca com o 25 de Abril, democracia e liberdade”. “É Lamentável que se sirvam dos instrumentos públicos para fazerem a a campanha e neguem à oposição os mesmos mecanismos para informar a população. Trata-se de uma clara demonstração de prepotência e de violação da lei”, remata aquele vereador.
O vereador social-democrata foi ainda muito critico sobre o comunicado da autarquia sobre aquele assunto que, no seu entender, “tentou justificar uma mentira” e que o próprio texto “é contraditório e espelha bem a confusão que impera no executivo PS”, voltando a apresentar vasta documentação que, no seu entender, prova os factos que motivaram as queixas da Coligação Coragem Para Mudar, apontando mesmo contradições no comunicado da edilidade. Recorde-se que os elementos da oposição abandonaram a reunião, alegando que não tinham recebido os documentos dentro dos prazos previstos por lei.
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