O antigo CFO da CGD e dono da marca de “snacks” de fruta desidratada Fruut Henrique Cabral Menezes saiu vencedor da disputa com a Frutas Patrícia Pilar pelos activos da falida Desfruta, uma das maiores operadoras de maçã do país, que quebrou após uma zanga entre irmãos, deixando dívidas na ordem dos 11 milhões de euros. A empresa, uma das maiores operadoras de maçã do país com sede em Moimenta da Beira, foi vendida à Quinta de Vilar por mais de 6,2 milhões de euros.
A quinta localizada no concelho de Sátão conseguiu adquirir os activos da empresa que tinha declarado insolvência no ano passado depois de ter superado a oferta da credora Frutas Patrícia Pilar, que chegou a propor cinco milhões de euros pela Desfruta. Agora, com a nova aquisição, a Quinta de Vilar passa a processar cerca de 18 mil toneladas de maçã, sendo o maior operador de maçã na região da Beira Alta. Em 2023, o volume de negócios da empresa conhecida pela marca de fruta desidratada Fruut ultrapassou os nove milhões de euros.
A proposta da Quinta de Vilar acabou, segundo escreve hoje o Jornal de Negócios, acabou por ser aceite pela comissão de credores da Desfruta, depois de uma tentativa fracassada de venda do recheio num leilão electrónico por um valor-base superior a 12,1 milhões de euros.
A Desfruta, recorde-se, declarou insolvência no Verão do ano passado e despediu cerca de 40 trabalhadores por falta de dinheiro para pagar os salários, com dívidas de aproximadamente 11 milhões de euros. Entre os credores estavam a banca, o Fisco, a Segurança Social, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas e a Câmara de Moimenta da Beira. A empresa ainda apresentou um plano de recuperação aos credores, mas o documento acabou por ser chumbado e o Tribunal decretou a liquidação dos activos.
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