É de união o momento que se vive no vizinho concelho de Arganil, onde a Câmara Municipal, juntas de freguesia, Liga de Proteção da Natureza, empresas de animação turística e instituições locais se opõem à construção de uma mini-hídrica no rio Alva, entre Côja e Secarias, com uma potência instalada de 2mW.
O caso que remonta a outubro de 2010, data em que a Administração da Região Hidrográfica do Centro publicou, em Diário da República, o concurso público relativo à implementação e concessão da mini-hídrica, ganhou agora contornos maiores com o movimento “Pelo Alva” a não identificar qualquer benefício decorrente daquela construção.
Problemas ambientais, prejuízos a nível turístico, criação de postos de trabalho temporários e produção energética muito pouco significativa são alguns dos argumentos usados pelas forças vivas do concelho vizinho que, em reunião, decidiram solicitar uma audiência à ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, com o objetivo de reavaliação do processo e cancelamento do projeto de construção.
No decorrer de todo o processo – o contrato de concessão já foi celebrado e a discussão pública está reservada para o quatro trimestre de 2011 – o presidente da Câmara Municipal de Arganil tem ainda a registar as constantes falhas de comunicação e de contacto prévio entre a ARH Centro e o município. “Embora não fosse legalmente obrigatório, mandam as boas práticas de um bom relacionamento institucional que tal contacto existisse”, refere o presidente Ricardo Pereira Alves.
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