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Região Centro aprova Programa de Gestão Integrada de Fogos Rurais e pretende reduzir incêndios em 80 por cento

A Região Centro aprovou, por unanimidade, o seu Programa Regional de Ação (PRA) para a gestão integrada de fogos rurais. Este resultado surge após dez meses de reuniões, que envolveram representantes das várias entidades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais. Até 2030 a região conta com um orçamento de cerca de 1.3 mil milhões de euros para ser investido nos projectos do PRA.

O Centro foi a primeira das cinco regiões a atingir este marco. O PRA, recorde-se, define as iniciativas prioritárias a implementar na região até 2030. O compromisso base é que a área ardida acumulada não ultrapasse um por cento, o número de incêndios seja reduzido em 80 por cento, e seja assegurada a gestão efectiva de 700 mil hectares do território.

Dos mais de 50 projetos definidos, destaca-se a gestão agregada de territórios, a remuneração dos serviços de ecossistema, o pastoreio extensivo com rebanhos, a implementação dos programas Aldeia Segura, Pessoas Seguras e as práticas pedagógicas no ensino básico e secundário para o risco.

Este processo de trabalho facilitado pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) e presidido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Centro (CCDRC) contou com o envolvimento de cerca de 40 entidades, seis sub-regiões e mais de 400 pessoas. “Este resultado é fruto do envolvimento de todas as entidades conhecedoras do seu território e dos seus problemas. Este objetivo foi alcançado graças ao envolvimento e compromisso de todos os agentes que trouxeram para cima da mesa as soluções que permitem que a região esteja mais resiliente e protegida de incêndios rurais graves até ao final de 2030”, explica Rui Xavier, Coordenador-Regional da AGIF.

A Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Isabel Damasceno, considerou, por seu lado, “gratificante ver, numa área tão importante para a região, um trabalho envolvente de tantas entidades que produziu o documento agora aprovado”. “Terá agora que se confirmar o trabalho de execução do plano, contando igualmente com o envolvimento de todos”, resumiu.

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