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Seis membros do grupo que terá auxiliado imigrantes ilegais ficam em prisão preventiva

Entre os arguidos estão uma funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em prisão preventiva, e uma advogada, colocada em prisão domiciliária com vigilância electrónica.

Seis dos treze detidos no âmbito da operação da Polícia Judiciária que desmantelou um alegado grupo criminoso dedicado ao auxílio à imigração ilegal ficaram em prisão preventiva, determinou o Tribunal Judicial de Coimbra, que aplicou ainda prisão domiciliária a outros quatro arguidos.

Segundo fonte oficial do tribunal, os seis arguidos sujeitos a prisão preventiva estão também impedidos de contactar entre si. Aos quatro colocados em prisão domiciliária foi determinada a vigilância electrónica, a entrega imediata do passaporte e a proibição de contactos com os restantes arguidos. Um dos elementos com esta medida é uma advogada.

Aos três arguidos que saíram em liberdade após o primeiro interrogatório judicial foram impostas medidas de coacção não detentivas, nomeadamente apresentações periódicas no posto policial da área de residência às segundas, quartas e sábados. Estes três arguidos estão ainda proibidos de contactar com os demais, de sair do país – tendo entregue os passaportes – e de frequentar serviços das finanças sem aviso prévio, excepto em situações de urgência.

Entre os detidos está uma funcionária da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a quem foi aplicada a medida de prisão preventiva.

A operação foi anunciada a 7 de Maio pela Polícia Judiciária, que deteve 13 pessoas – sete homens e seis mulheres – com idades entre os 26 e os 64 anos. Entre os detidos encontram-se sete empresários, uma advogada e a referida funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Sete dos arguidos são cidadãos nacionais e seis são estrangeiros, não tendo nenhum antecedentes criminais conhecidos.

O grupo é suspeito da prática reiterada dos crimes de auxílio à imigração ilegal, corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Segundo a PJ, o esquema terá permitido a entrada irregular de milhares de imigrantes em território nacional.

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