O presidente da Câmara da Guarda acredita que com o adiamento do referendo, o processo de regionalização “pode demorar mais” tempo a concretizar-se, mas espera que avance num “futuro próximo” com cinco regiões plano. Sérgio Costa sublinha que “é altura de o país perceber que necessita da regionalização” porque “por mais que nós nos esforcemos todos, o grande centro do poder estará sempre em Lisboa”. Defende, por isso, uma regionalização “efectiva”, “com poder político, económico e orçamental”.
“Percebo que, às vezes, as coisas podem demorar mais algum tempo a serem efectivadas do que aquilo que se pretende, mas esperemos que num futuro próximo, e tão breve quanto possível, que nós possamos ter o processo da regionalização em Portugal”, afirmou o autarca independente Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda).
A propósito da posição assumida pelo Governo de que “não faz qualquer sentido” falar num referendo à regionalização devido à “mudança de posição” do PSD sobre o assunto, o autarca da Guarda disse esperar que a regionalização seja aplicada com “as regiões plano” correspondentes às comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional: Norte, Centro, Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo. “Só desta forma é que a regionalização pode fazer sentido”, sublinhou o autarca em declarações à Lusa que defende um modelo assente nas “cinco regiões plano”.
Lembrou que em 1998, quando se realizou um referendo sobre o assunto, ele defendeu a regionalização, mas não aquela que era proposta em que “o país era espartilhado com oito ou nove regiões administrativas” que “não fazem sentido”. Para Sérgio Costa, a regionalização deve ser aplicada “com base nas regiões plano”. “É essa a minha convicção e aquilo que eu espero num futuro próximo”, disse, enfatizando que é “um regionalista convicto” e vai continuar a ter essa postura.
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