Comédia quase bufa em três actos.
Assim vai a política local rumo às Eleições Autárquicas.
I Acto
– Sobre as «100 personalidades» que apoiam o candidato do regime, Francisco Rolo.
Está publicitada a novidade. Francisco Rolo, o anunciado candidato a Presidente de Câmara pelo PS, parece que tem «100 Personalidades» a apoiá-lo na ideia. Escrevemos «100» em algarismos para não nos enganarmos e escrevermos «sem» em letras. Um tal engano poderia dar a ideia que estávamos a pretender que Francisco Rolo fosse um candidato «sem personalidades».
Ao que se diz, o homem tem a sua personalidade própria, e ainda bem. Mas logo se acrescenta que não tem carisma para estas aventuras de vir a ser Presidente de Câmara. Enfim, diz-se, não é para ser levado a sério na pretensão. Conclusões subjectivas. Claro que ele não pode pretender comparar-se ao seu ainda Presidente Alexandrino. Este é um populista nato que ainda por cima se tem especializado na função, «selfie» atrás de «selfie», promessa atrás de promessa. Cumpra ou não cumpra a seguir.
Desta vez, a preparar já o caminho rumo às eleições autárquicas de Outubro, Rolo começa a aparecer muito mais nas fotografias, começa a falar na rádio, começa a ser mais «oferecido» aos eleitores. Todavia, ainda não entrou nas prioridades eleitorais destes, é perceptível.
PS e Alexandrino já se aperceberam das fragilidades. Não são favas contadas, as almejadas vitórias eleitorais, este ano.
Para melhorar, cada vez mais Alexandrino terá que dar ao chinelo e trazer Rolo pela mão, como um filhote político, povoação atrás de povoação, contacto atrás de contacto. Aliás, até a jogarem na confusão do pessoal que não distingue com facilidade a diferente situação de Alexandrino por este ser, agora, candidato a Presidente, mas da Assembleia Municipal. Muitos eleitores vão continuar a pensar que é para ele voltar a ser Presidente da Câmara e, então, já se sabe como acabam por votar.
Mas regressando às «100 personalidades» que é suposto apoiarem Rolo, o candidato do regime, aqui se deixa já um desafio, salvaguardando que não são todas iguais essas personalidades: adivinhe-se então quais serão as contrapartidas desta vez «negociadas» com pelo menos, uma grande parte para esses aceitarem que lhes divulguem o apoio em Rolo para fins eleitorais? De fato, dá para imaginar, quantos deles e quantas delas se querem vir a sentar, ou a sentar a família, à mesa do orçamento municipal? E de promessas e mais promessas ainda não está o PS cheio, de as fazer.
Brevemente no seu jornal os Actos II e III da Comédia quase bufa.
Autor: Carlos Martelo
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