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Tábua entre as Câmaras Municipais que mais demoram a pagar aos fornecedores 

Autarquia liderada pelo socialista Ricardo Cruz aumentou em 17 dias, no ano de 2023, o prazo médio de pagamento quando comparado com 2022

A Câmara Municipal de Tábua é a oitava autarquia que com o prazo médio de pagamentos mais longo do país, demorando em média 123 dias a regularizar os seus compromissos. A autarquia liderada pelo socialista Ricardo Cruz faz parte do lote de 13 municípios que precisavam, no ano passado, de mais de 100 dias para saldar as dívidas aos fornecedores. A autarquia tabuense agravou, no ano de 2023, o prazo de pagamento em mais 17 dias. Pinhel e (175 dias) e São Pedro do Sul (164 dias) também fazem parte da lista negra publicada pelo Jornal de Notícias (JN) com base nos dados Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) sobre o prazo médio de pagamento (PMP) no final de 2023.

Os dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) sobre o prazo médio de pagamento (PMP) no final de 2023 mostram que 39 por cento das autarquias pioraram e estão a demorar mais tempo a saldar as dívidas, enquanto 42 por cento melhoraram o desempenho face a 2022. O Fundo de Apoio Municipal (FAM) tem sido decisivo para muitos recuperarem a confiança perdida dos fornecedores.

O JN revela que, de acordo com a DGAL, que analisou os dados fornecidos por 274 dos 308 municípios do país, havia, no final de 2023, 56 câmaras que demoravam mais de 30 dias a pagar aos fornecedores (18 por cento), 13 precisavam de mais de cem dias e 25 demoravam, pelo menos, 60 dias. São mais do que em 2022, já que, no final desse ano, eram 37 a pagar a mais de 30 dias e seis a mais de cem dias.

Entre os melhores pagadores está Vila Nova de Poiares. O autarca João Miguel Henriques explicou ao JN que, em 2013 quando assumiu a Câmara, foi preciso recorrer ao Fundo de Apoio Municipal, porque “havia muitos fornecedores que já não queriam fornecer a Câmara e, quando o faziam, acrescentavam margens maiores de lucro. Sabiam que iam estar muito tempo à espera”. Chegou a haver serviços, como o de transporte escolar, em risco. Agora, conseguem “negociar melhores condições”.

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