O governo PS em funções ao abrigo da “maioria absoluta” que o eleitorado lhe conferiu, note-se que há pouco mais de um ano atrás, está a absolutizar a asneirada e a trapalhada e que só não são incríveis porque têm acontecido! E de tal forma assim é que os “estilhaços” também chegam à nossa região.
Desta vez, queremos assinalar essa «nega», em plena função de propaganda local, aplicada pelo Ministério das Finanças ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território quando este já se preparava para seguir desde Celorico da Beira, onde acabava de inaugurar um Canil intermunicipal, para ir à Mêda assinar e entregar um «contrato de financiamento» para recuperar o edifício da Sede de uma conhecida Associação deste último concelho, «contrato» esse que o Ministério das Finanças boicotou em cima da hora. De facto, tratou-se de uma «nega» humilhante – uma desautorização pública – aplicada pelo «seu» governo e que o Secretário de Estado em causa referiu em tempo real e sem corar de vergonha. Depois, sem se demitir das suas funções governativas.
Falta de consideração e de coordenação governativas da parte do Ministério das Finanças e falta de vergonha pessoal e institucional por parte do Secretário de Estado envolvido.
Eu quero voar tranquilo na TAP! Não quero esta turbulência política que já nos faz enjoar…
Considero a TAP uma das mais importantes e emblemáticas grandes empresas nacionais. Nasceu como património público e assim se deverá manter. Precisa de ser mais cuidada e defendida sobretudo pelas Entidades Públicas da tutela a começar pelo governo.
Entrou em arriscado «voo baixo» no meio de denso nevoeiro provocado precisamente para a fazerem «borregar» (fazer abortar o voo) enquanto empresa pública.
De há uns tempos a esta parte, realce para a «telenovela» em torno das sucessivas trapalhadas, umas reais, algumas até inventadas, que a grande comunicação social alimenta de uma forma tal que, por si só, indicia outros e espúrios interesses que não os da informação pura e simples e indo até muito para além do engodo aos índices de audiências…
Pois nestas persistentes e empoladas polémicas – públicas ou não – o sentido que mais me incomoda é que, implicitamente, visam desvalorizar a TAP perante o processo já em curso da sua reprivatização. Logo, esta persistente campanha, ao fim e ao cabo de descredibilização da TAP, aparece e mantém-se neste preciso momento como que «por encomenda» para que isso aconteça. Enfim, a previsível venda do capital (ações) ainda público da TAP a privados, por preços abaixo do valor real e das boas perspetivas para a empresa, não serve o interesse nacional, serve os interesses desses grandes grupos económicos e/ou financeiros, afinal daqueles que «continuam a mandar nisto tudo» …
E no meio desta «barulheira» toda, os «papagaios de serviço» deixaram de falar da provável vigarice feita por quem já antes tinha comprado a TAP na anterior privatização, ao que se sabe com recursos da própria empresa num processo «martelado» em torno da compra de uma série de aviões… Deixaram de falar no enorme investimento público feito precisamente para recuperar a TAP muito afetada também pelas más consequências da pandemia da Covid, aliás tal como as outras empresas da aviação civil. E não falam dos lucros que a TAP pública acaba de obter no balanço de 2022 e das boas perspetivas que tem para o ano corrente. Em suma, é outro o seu «campeonato», entendamo-nos…
Nós cá queremos ainda registar que, há dias, tivemos uma conversa espontânea com um conhecido do qual ouvimos opinião idêntica à nossa, acima expressada, o que para nós é gratificante. Fica o ponto de vista a partilhar com quem mais assim o queira entender.
Tal como também já ouvi dizer noutros contextos, da nossa parte procuramos que não «nos comam» por ingénuos ou por distraídos…
Autor: Carlos Martelo
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