O director clínico para os cuidados hospitalares da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, Nuno Sousa, anunciou ontem a activação da fase 2 do plano de contingência do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, do módulo de Inverno, devido à elevada procura e necessidade de internamentos. A medida implica o adiamento de cirurgias electivas de doentes não prioritários e, a partir de ontem, algumas consultas poderão ser desmarcadas para reforçar a equipa nas Urgências.
Nuno Sousa explicou que os clínicos do serviço de Medicina Interna do Hospital Sousa Martins estão a observar doentes na Urgência mesmo fora do horário escalado, dada a pressão sobre o serviço. O médico acrescentou que o pico da gripe deverá ter ocorrido este fim de semana e apelou à população para manter a etiqueta respiratória e proteger-se a si e aos outros.
A ULS da Guarda estabeleceu protocolos com duas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do distrito, a Associação de Beneficência Popular de Gouveia e a Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, garantindo camas de retaguarda e possibilitando libertar vagas hospitalares para doentes que aguardam a rede de cuidados continuados.
A presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, Rita Figueiredo, apelou aos cidadãos para recorrerem à Urgência apenas em casos realmente urgentes, privilegiando os cuidados de saúde primários, os centros de saúde, as USF e a Linha de Saúde 24, que funcionam com horários alargados e estão preparados para dar resposta à doença aguda.
Segundo Nuno Sousa, a pressão nas Urgências deverá começar a aliviar a partir de terça-feira, com as altas hospitalares e o fim do pico sazonal associado às festas e feriados.
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