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Um suspeito está “sob custódia policial” após incêndio, seguido de explosões que causaram seis feridos em Nelas

Um homem está “sob custódia policial” na sequência do incêndio num pavilhão anexo a uma habitação seguido de explosões que feriram cinco bombeiros e um agente da GNR esta tarde em Canas de Senhorim, concelho de Nelas. O homem esteve barricado num armazém de serralharia em Vale de Madeiros (Canas de Senhorim), a ameaçar pessoas com engenhos explosivos a vice-presidente da autarquia, Elsa Maria Abrantes Loureiro Rodrigues.

O incêndio acabou de seguida por se transformar num caso de polícia. De acordo com o relato de alguns populares no local, o suspeito ter-se-á barricado num armazém e em causa poderão estar partilhas e uma decisão judicial tomada durante o dia de hoje e que envolve a casa e o armazém onde tudo começou. O homem, entre os 40 e os 50 anos, foi “apanhado” nas imediações da casa e, segundo a GNR, está “calmo e a colaborar”. É natural de Canas de Senhorim, mas terá vivido durante vários anos em Lisboa.

Os bombeiros e elementos da GNR foram inicialmente chamados para um incêndio urbano e quando chegaram ao local foram apanhados por várias explosões. “Uma vez extinto o incêndio, verificaram-se determinados indícios e começou a ser uma operação com contornos policiais”, explicou André Baptista, da GNR de Mangualde. O militar confirmou ainda que as explosões foram provocadas por engenhos explosivos, mas que ainda não foi possível tipificar a classe a categoria. “Neste momento estamos a tentar perceber o que é que foi feito, o que existiu para verificar se houve ou não existência de crime. O proprietário do terreno está connosco e agora estamos a fazer as diligências policiais”, sublinhou. Junto à casa e ao armazém (serralharia) foi montado logo de início um perímetro de segurança. O alerta foi dado cerca das 15h07.

“É possível que devido às explosões tenham havido projecções que atingiram os feridos” explicou o comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro de Viseu, Miguel Ângelo. Já Paula Neto, do INEM, informou que os bombeiros e o elemento da GNR que são feridos ligeiros apresentam sinais de traumatismo que terá a haver com a projecção de estilhaços.

“Há dois feridos que inspiram mais cuidados e que foram encaminhados para o Hospital de Viseu”, disse ainda, explicando que o helicóptero do INEM foi accionado, mas acabou por não ser utilizado, apesar da equipa afecta a esse meio tenha estado no terreno. Paula Neto também colocou praticamente de lado a existência de um disparo. “Acredito que a lesão causada a um dos feridos graves terá a ver com estilhaço, mas só agora será averiguado”, concluiu.

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