Um dos piores indicadores da justeza e da «saúde» social de um País e de um Povo, é o (elevado) nível de pobreza que há entre a sua População residente.
Em Portugal, 2,5 milhões de compatriotas – 25% da população – têm de (sobre)viver com menos de 600 euros por mês. E a situação tende para se agravar!
Os idosos «pobres», esses estão cada vez mais pobres, portanto a viver com cada vez maiores dificuldades. Em 2024, a taxa de risco de pobreza situou-se em 17% nos idosos, mais de 2,5 milhões de idosos = mais de 24% da População residente, e a subir…. Também entre as Crianças e os Jovens até aos 16 anos ou melhor, nas respetivas famílias, os índices de pobreza são muito altos e com tendência para subir ainda mais, acima dos 11,5 % já atingidos em 2024. Portanto, é toda uma situação que em nada nos apraz e ainda menos nos dignifica. É uma grande vergonha nacional e internacional também se nos níveis da governança do sistema esse tipo de vergonha existisse!
Os números servem para ilustrar mas o problema humano é que por trás deles sofrem as pessoas que lhes dão corpo individual e social.
Se canalizados para o aumento de pensões e reformas
Orçamentos do Estado para armamentos podem ajudar e muito!
É completamente perversa a mentira política assassina que pretende convencer-nos de que precisamos de torrar verbas crescentes dos Orçamentos do Estado em armas e guerras. Visa tão só «convencer-nos» de que é vital pagarmos impostos para fazer a guerra e seja lá onde esta for montada, seja lá por quem for e a que pretexto mate e estropie…
Estes governantes nacionais maioritários de agora já assumiram, prestimosos ou submissos, que até 2035, Portugal vai pagar até 5% ao ano, do PIB, Produto Interno Bruto, para a chamada “defesa” e daqui para a NATO do Trump e das guerras. Isto equivale, dizem, a cerca de 15 mil milhões de euros/ano. Mais uma brutalidade!
E enquanto as bombas e os drones estoiram e matam civis e militares por mares e continentes, aumentam também brutalmente os lucros da indústria e do comércio de armamentos…e outros negócios acoplados ao sangue derramado nas guerras.
Veja-se esta última negociata anunciada entre Macron – o ocupante do lugar de Presidente da República Francesa – e Zelensky – este o seu congénere de serviço na Ucrânia. Então, o ponto principal consta na venda à Ucrânia de 100 caças de «última geração «- o Rafale – que faz concorrência a outras máquinas aéreas de morte, por exemplo «made in» EUA. Dito de outra forma, se de repente acabar a guerra, a Ucrânia já não vai comprar 100 caças de combate aéreo, ou seja, ainda, a França (do Macron) já não os vai vender… Logo uns e outros tudo vão fazer para que a guerra continue a dar lucros! Sim, são os «traficantes da morte»!
Vede deste mundo o desconcerto…
Eis uma frase que nos lembra relâmpagos da sabedoria do nosso vate Camões.
Para enquadrar um título a desenvolver. Vamos a ele.
Um grande cartaz de um determinado partido político cujo nome nos recusamos a pronunciar por pudor democrático a sobrepor-se ao léxico, afixa em letra alta e gorda: – «Os imigrantes não devem viver de subsídios», uma afirmação negativista e até inconveniente da parte desse partido ou de alguém por ele. Primeiro porque ninguém deve ficar à mercê de «subsídios» pois, por norma, estes são baixos e não «comovem» quem os recebe. Enfim, pode dar jeito recebê-los no meio das dificuldades mas não resolvem a vida da esmagadora maioria. E logo que os orçamentos públicos «emagrecem» lá reduz também o «subsídio» … Em seguida, um imigrante inglês ou belga ou alemão pode estar a receber subsídios ao nível financeiro vigente no seu país de origem o que dá bastante dinheiro para cá vir a ser gasto por esses imigrantes, por isso…
Mas o desconcerto muito contraditório esconde uma incoerência «congénita» desse mesmo e nada democrático partido. Acontece que «só» no seguimento das últimas eleições legislativas (Maio, 2025) esse partido veio a receber mais de 5 milhões de euros de subsídio público via Orçamento do Estado. Sim, muitos votos obtidos nas eleições, aliás votos em demasia, com «truques» vários à mistura, renderem muito dinheiro público em subsídio. Afinal quem é que vive à custa de quê?…
E, súbito, estoira mais um escândalo vergonhoso ali pelo Alentejo à custa de imigrantes. Assim, fica provado que continua a haver, como houve os «negreiros» há séculos atrás, continua a haver esclavagistas de hoje a lucrarem com a sobre-exploração de novos escravos – de seres humanos!
E para cúmulo desmistificador de patranhas que esse partido tem feito passar, vários dos principais «negreiros» deste nosso tempo e neste nosso País, são agentes de forças de segurança e de supostos «soldados da Nação»! Para além de vergonhoso também é muito preocupante! Entretanto, o «líder supremo» desse tal partido político de extrema direita não «abriu o seu bico» mistificador como tanto gosta de ostentar. Ficou desconcertado, pelos vistos.
Autor: Carlos Martelo
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