O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) acusa as autoridades de deixarem o território do interior ao abandono e de nem cumprirem aquilo que está previsto na lei. “Vivemos em cima de um barril de pólvora. Basta haver condições de ignição e lá teremos mais uma catástrofe. Não podemos continuar a empurrar o problema. Temos de ser activos”, refere num comunicado assinado pelo porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira que percorreu, entre outras, estradas do concelho de Oliveira do Hospital.
“A maioria das limpezas por conta do Estado está por fazer e o que está feito foi na sua maioria por particulares. Perguntamos: onde estão as limpezas das povoações, das estradas, dos caminhos públicos, das zonas industriais? Estamos pior do que nunca e a pandemia não tem culpa”, acusa aquele responsável, frisando que “não é o Siresp, os meios aéreos ou os drones que vêm resolver o problema. O problema é a falta de apoio e manutenção do território durante o ano todo”.
Enfatizando que passados quatro anos dos incêndios de 2017 “ninguém fez nada”, Nuno Tavares Pereira considera que “a região está ao abandono”. “O território está pior do que antes de 2017 e ninguém faz nada, a não ser anunciar coimas…”, insiste, sublinhando que as populações deste território estão completamente abandonadas. “Ainda hoje aguardamos pelos planos de recuperação anunciados, como é o caso dos eixos da IP3 e IC6/7/37/12, que ligam as zonas mais afectadas pelos incêndios de Outubro de 2017 entre a A1 e Espanha. Tudo continua parado no meio da burocracia política da indefinição de apoios europeus…”, remata.
Pelas estradas das áreas que arderam em Outubro 2017:
Correio da Beira Serra Jornal de Referência de Oliveira do Hospital e da região. Correio da Beira Serra – notícias da Região Centro – Oliveira do Hospital, Arganil, Tábua, Seia, etc



