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ZÉ ROQUE É UM HERÓI! Ânimo! – Zé Roque – Ânimo! Autor: João Dinis

José Fernandes Roque – o “nosso” Zé Roque – é já um património vivo de Vila Franca da Beira!    Todos nós somos seus amigos.  Gostamos do Zé Roque!

Sempre o conhecemos – e ele está com 59 anos de idade – no seu jeito simples, mas presente e afável.  De anos ao serviço da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense, a “aturar” a malta no Bar e noutras actividades desta Colectividade.  De anos a tocar os “ferrinhos” no Rancho Rosas de Vila Franca da Beira.  Em acção nos convívios em que pontificava e onde lhe era (e é) reconhecido um bom apetite pelos pitéus…  Em encontros mais ou menos fugazes do dia a dia numa aldeia.  Com a sua cabeleira ondulada em bom e solto estilo. Hoje cheia de cabelos brancos.

Temos muito nítido Zé Roque a dar os seus palpites normalmente curtos: – “…digo eu, com os nervos…” rematava com frequência as suas “sentenças”.  Benfiquista tranquilo mas também constante.

E sempre nos lembramos dele a coxear que tinha grave problema na parte inferior da sua perna direita.  Mas lá andava ele, pese embora com alguma dificuldade.

De facto, Zé Roque nunca conseguiu correr como os outros.  Volta e meia tinha mesmo que ir fazer uns tratamentos específicos ao hospital.  Mas lá ia andando.

Entretanto, deu-se conta que estava diabético.  Mais uma complicação, tanto mais que as pernas debilitadas ressentiam-se também desta doença muito aborrecida. A meio de 2021, ainda em plena pandemia, teve de dar entrada nos hospitais (Coimbra e Oliveira do Hospital) onde permaneceu vários meses internado até ter alta em meados de 2022.

Deixámos pois de encontrar Zé Roque por Vila Franca da Beira.  Para ser visitado no hospital era uma complicação por causa da pandemia…

“Como está o Zé?” – perguntávamos a familiares.  Certa vez, a resposta veio desanimadora que lhe tinha sido amputada a perna esquerda, ainda por cima a perna do lado contrário àquela, a direita, que era a perna mais visivelmente “doente” !   Que chatice até para nós foi a situação quanto mais para o Zé!  Uma perna muito debilitada – outra perna amputada!!   Bolas!…

Passados mais uns tempos, lá teve alta hospitalar e lá voltou ele para a sua Terra e para seus familiares e amigos.

Voltamos a vê-lo agora confinado a uma cadeira de rodas para se deslocar.  Dependente dos seus Familiares que o acompanham com zelo e lhe vão providenciar uma cadeira de rodas eléctrica para lhe facilitar a mobilidade.

– Então Zé?  Isso vai ou quê? – perguntei-lhe um dia destes.

– Tem que ir! Com paciência! – respondeu ele.

Pedi-lhe para me deixar tirar-lhe uma foto e ele anuiu enquanto comentava:

– Vai pôr no jornal?  Veja lá… – e sorria como habitualmente.

Ainda lhe retorqui que até era uma boa ideia essa do jornal mas só se ele permitisse. Não se opôs.

– Força Zé Roque!   Ânimo! – procuramos incentivá-lo.

– Obrigado.  Obrigado! – e sorri enquanto fala…

Zé Roque é mesmo um herói!   Tenho por ele a maior consideração e uma forte estima!

Viva Zé Roque!  – exclamo.

Zé Roque

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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