Estão a cumprir-se 49 anos desde o 25 de Abril de 1974 e da nossa “Revolução dos Cravos”.
É uma efeméride que importa evocar nos seus significados mais profundos: – “Democracia – Descolonização – Desenvolvimento” – que foram os objectivos gerais mais falados e tratados.
Cumpriu-se mais completamente a “Descolonização” e esta já não voltará atrás para se ensaiar uma outra…
Avançaram significativamente a “Democracia e o Desenvolvimento” mas o que temos hoje não basta nem nos deve deixar sossegados. Fruto directo de erros e de más opções políticas e governativas, temos já sérios recuos em relação ao vigoroso avanço no caminho aberto pela “Revolução dos Cravos” .
“Democracia” vamos tendo “qb” que uma Democracia mais profunda significa, em simultâneo, valências políticas mas também económicas, sociais e culturais, matérias em que o realizado em 49 anos “nos sabe a pouco”. Isto apesar de termos uma Constituição da República Portuguesa – filha legítima do 25 de Abril – que aponta para essas valências complementares entre si e que muito importa respeitar e concretizar.
Espuriamente comandado – pelos que “mandam nisto tudo”, afinal os detentores do grande capital apátrida – e mal direccionado pelos seus “executivos” de variadas colorações político-partidárias, tem andado o “Desenvolvimento” o qual, para bem, deve ser simultaneamente económico e social, em respeito pelo Ambiente e pelos Recursos Naturais. Vive-se mesmo uma fase – uma crise – muito dura, e perigosa também desde logo para a Democracia com os saudosistas do 24 de Abril, e agora também oportunistas da política, a mostrarem os dentes prontos para atacar…
É necessário acudir ao nosso Povo e ao nosso País! É necessário defender a Democracia e o Portugal de Abril com outras e melhores políticas que promovam o aumento dos rendimentos das Pessoas e Famílias, e a melhoria das condições de trabalho e de vida. No dia-a-dia e todos os dias. Outras e melhores políticas que promovam o aumento da Produção Nacional. Que asseguram a Soberania e a Independência nacionais, livres das imposições da UE, do BCE, do FMI e da NATO. É necessário que os Poderes Públicos instituídos em Democracia respeitem a nossa Constituição e também saibam trabalhar para construir a PAZ e a Cooperação entre Povos e Países. Não e não às guerras !
Assinalar condignamente os “50 Anos do 25 de Abril” !
Para o próximo ano de 2024, são os “50 Anos do 25 de Abril”. Meio século, o que já é bastante tempo, uma vida ! Mas também ainda é pouco tempo tendo em conta os quase 900 anos de vida e História do nosso País, de Portugal, em que o 25 de Abril é página integrante e memorável.
Comemorar o 25 de Abril também é homenagear o “Movimento dos Capitães” e seus Heróis. Também é homenagear todas aquelas e todos aqueles que, muitas vezes com “sangue, suor e lágrimas”, lutaram abnegadamente durante décadas para que aquela madrugada gloriosa fosse possível um dia e que se realizou a 25 de Abril de 1974.
Comemorar os “50 Anos do 25 de Abril” também é homenagear o Povo de Lisboa e os “reforços” populares vindos da Margem Esquerda do Tejo que com o seu apoio entusiástico à Revolução determinaram o êxito das movimentações dos militares revoltosos, em Lisboa, no 25 de Abril de 1974. E também foi muito importante a adesão popular e militar, mais à distância, em muitos outros “pontos” do nosso País. Tudo a ser vigorosamente confirmado no fantástico 1º de Maio de 1974 com as suas manifestações por todo o lado em adesão completa ao então recentíssimo 25 de Abril e seu projecto!
E nós estivemos lá ! E aqui estamos hoje, sempre a olhar para o futuro !
Vamos pois afirmar Abril e os valores que lhe estão consagrados !
Então, para o ano que vem, apela-se para as que as Autarquias Locais – todas elas – que comemorem, com alegria e empenho, os “50 Anos do 25 de Abril e da Revolução dos Cravos”!
Sim, 25 de Abril, sempre ! Viva !
Autor: João Dinis, Jano.
(Veterano do 25 de Abril e Democrata irredutível )
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