O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) lembrou hoje que se passaram 40 meses desde os incêndios de Outubro de 2017 e que há vítimas abandonadas, ao mesmo tempo que as entidades oficiais anunciam uma verba mínima de 1,8 milhões de euros para construir um memorial às vítimas dos fogos de Pedrogão Grande, também nesse ano. “Essa verba, no caso das vítimas de Outubro, daria para resolver o problema, a preços praticados por empresas locais, a, pelo menos, 50 famílias que ficaram sem a sua habitação”, refere aquele movimento, salientando que não pretende comparar tragédias.
“Pelo contrário, somos solidários. Mas questionamos porque não temos os mesmos apoios”, escreve o porta-voz da MAAVIM, Nuno Tavares Pereira, que considera ter existido um tratamento diferenciado. “É tudo muito estranho quando falamos de um dia infernal, 15 de Outubro de 2017, que foi tão mortal como Pedrogão, teve uma área ardida quatro vezes superior, causou dez vezes mais prejuízos nas empresas, teve três vezes mais habitações destruídas e afectou dez vezes mais população do que em Pedrogão”, aponta.
A MAAVIM salienta ainda, sem pretender comparar catástrofes, que não pode deixar de questionar as diferenças de tratamento entre a catástrofe de Junho em Pedrogão e a que a de Outubro, ambas em 2017. “Não querendo comparar tragédias, das quais somos solidários, questiona-mos porque não houve os mesmos prazos para candidaturas? Porque não houve habitações para todas as famílias? Porque não houve justiça contra os culpados? Porque não fazem inquérito na Assembleia da Republica acerca dos Incêndios de Outubro?”, questionam, lamentando que ao fim de todo este tempo continuem sem respostas. “40 meses e continuamos Abandonados”, concluem.
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