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A Comunidade e o F.C.O.H. Autor: Carlos Brito*

Os Deuses foram outra vez bons para com o nosso Concelho mostrando como se pode servir uma Comunidade.

Sociólogos defendem, e eu acompanho, que a violência social a que assistimos se deve em grande parte à quebra e abandono do sentimento comunitário, ou seja, da prática do cidadão em não contribuir para a sua Comunidade.

Vem este tema a propósito da eleição do novo Presidente do FCOH, Hélder Brito e equipa que, apesar do muito que já deram ao Clube, se recusaram a ser gente egoístas ou conformistas, e se disponibilizaram para servir a Comunidade.

É muito comum explicar a polarização da nossa sociedade com o uso e abuso das redes sociais, com o desenvolvimento tecnológico ou até como uma consequência da globalização.

Outros acham que a culpa é exclusivamente dos políticos, empresários bem-sucedidos e instalados, enfim, de todos nós que nos acomodámos e nos esquecemos de valorizar e melhorar a vida da Comunidade onde vivemos e trabalhamos.

Em tempos não muito longínquos o espírito comunitário era bem visível nas filas que se formavam para as visitas aos hospitais, nas missas dominicais, nas festas genuinamente populares, nos mercados municipais, no cumprimentar quem connosco se cruzava, nos jogos de futebol que permitiam um saudável e fraterno convívio.

Os Oliveirenses são testemunhas de exemplos de homens e mulheres que deram o seu contributo à terra onde nasceram e cresceram, mas também de outros que aqui enriqueceram e cresceram, mas que nada retribuíram do que beneficiaram do seu Município.

Um bom exemplo desses Homens com forte sentimento comunitário foi JOÃO LAGOS, que os Oliveirenses bem recordam e perpetuaram num Bairro com o seu nome. Homem que saiu pobre da sua terra, enriqueceu, mas que não esqueceu as suas origens!

Aurélio Amaro Diniz e Serafim Marques são apenas mais dois nomes que não poderia deixar de referir pelo seu elevado contributo ao Concelho.

Mas poderia citar e recordar muitos outros oliveirenses, muitos até anónimos, que voluntaria e reconhecidamente deram o seu contributo não só para a reconstrução de igrejas, caminhos, fontes, hospitais ou museus, mas também ofereceram a sua dedicação a associações de Bombeiros, de Pais e outras, como o F.C.O.H, sem em troca pretenderem quaisquer medalhas ou remunerações!

Estamos assistindo, no Mundo Ocidental, a acontecimentos de grande significado dos homens mais ricos e poderosos da terra.

Uns, como Musk, Bezos, Zuckerberg ou Peter Thiel, querem dominar o mundo, mas, felizmente, outros, ainda que em minoria, como Bill Gates ou Waren Buffett, têm-se empenhado em distribuir, partilhar e devolver ao mundo o muito que têm e dele receberam.

Também a nova Direcção do FCOH, que se disponibilizou para servir o Clube, numa fase particularmente difícil da sua existência, demonstrou o seu altruísmo, a sua gratidão à terra onde vivem, partilhando o sentimento comunitário e recusando a mediocridade e o conformismo da maioria.

Merecem o nosso reconhecimento e gratidão.

É importante reconhecer o alto contributo na formação cívica, ocupação de tempos livres e desenvolvimento corporal proporcionado pelas escolas de Petizes+traquinas+benjamins+infantis+iniciados+juvenis+júniores.

Mas não se pode deixar de reconhecer a motivação e o orgulho que nos proporcionou a passagem pela Liga 3 do FCOH e que isso constituiu um factor altamente agregador e motivador da comunidade Oliveirense.

Ver o clube representativo de sua terra num escalão desportivo superior é sempre:

– Mais motivador para os jovens

– Mais motivador para as empresas

– Mais motivador para a Comunidade.

A comunidade, só é viva quando está, toda ela, imbuída de um espírito comum, de valores e objectivos que unam, que sejam motivadores do esforço, sacrifício e vontade para se ir mais além.

Acho que isso é muito importante para os Oliveirenses de forma a que não se perca o Sentido de Vida, o sentido comunitário e a solidariedade.

Precisamos ter um sonho!

Autor: Carlos Brito
* Fundador da empresa Davion, em Oliveira do Hospital

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