Home - Opinião - Acordar. Autor: Fernando Roldão

Acordar. Autor: Fernando Roldão

Acto normal de sair do sono, em que o nosso relógio biológico acelera o nosso metabolismo, iniciando funções fisiológicas importantes, comunicando ao nosso corpo que é hora de acordar.

E assim, ensonados ou não, temos que nos levantar, para iniciarmos mais um ciclo das nossas vidas, em que precisamos de andar bem acordados.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas, anda mal acordada, permitindo que a vida passe ao lado, bem como das realidades que a compõem.

Tenho, neste espaço, tentado acordar os mais ensonados para os escolhos que a vida usa, normalmente por acções de quem nos comanda, mas infelizmente a campainha de alarme que tenho feito soar, não tem som suficientemente audível.

Sempre ouvi dizer que quem muito dorme, pouco aprende, o que a partir de certa altura da minha vida constatei ser verdade, dando inicio ao processo de levantar cedo, para assim andar bem acordado e melhor informado.

Há poucas semanas escrevi aqui, no CBS um artigo intitulado, Os piedosos, onde alertava para os sintomas doentios, que andam alastrando nos nossos conturbados dias, que têm a ver com as constantes atitudes de defesa e passividade sobre actos criminosos que seres humanos cometem contra os seus semelhantes.

Não podemos entrar nessa onda, pois corremos o risco, de amanhã podermos vir a ser o alvo, algum familiar ou amigo, serem as vítimas dessas atitudes criminosas.

Infelizmente tenho que dizer, que só acordarão quando isso acontecer, dada a habitual atitude, de que as coisas só acontecem aos outros.

Estas últimas semanas foram pródigas em esfaqueamentos perpetrados por jovens, chegando ao ponto, de as próprias forças policiais serem atacadas dentro das esquadras.

Logo se levantou, por parte da imprensa manipuladora, em defesa de razões, que não são de todo aceitáveis, para desculpar tão bárbaros ataques, pois os coitadinhos, dormiam num banco de jardim, sem trabalho conhecido, com sintomas de perturbações mentais, mas possuidores de telemóveis de última geração.

Eu fico espantado, perplexo e outras coisas, com os conhecimentos que certos jornalistas têm de saúde mental, pois sem testes ou diagnósticos, apressam-se a afirmar que o agressor tem perturbações mentais.

Erraram a profissão, pois muitos psiquiatras não conseguem, à primeira vista ou a olho nu, diagnosticar esta patologia.

Há dia ouvi uma repórter afirmar que o agressor foi internado compulsivamente pelas autoridades, com base na nova lei da saúde mental (1998). Estão a preparar-nos para algo que ainda não foi aprovado na Assembleia da República e que tem a ver com a revisão constitucional, algo que os nossos (des) governantes pretendem levar a cabo, ou seja o internamento compulsivo, sem necessidade de mandado judicial.

Devagar, devagarinho, estão a tentar levar a água ao moinho (deles), claro!

Sempre que um agressor era apanhado pelas autoridades, em flagrante delito, era detido, ficando em prisão preventiva até o caso ser levado à barra do tribunal.

Agora, as autoridades, experientes e conhecedoras dos sintomas dos desvios mentais, conduzem de imediato o agressor ao hospital psiquiátrico mais perto da ocorrência.

A LSM (Lei de Saúde Mental) define internamento compulsivo, como o internamento por decisão judicial do portador de anomalia psíquica (cf. artigo 7.º, al. a), da LSM).

Devido a coincidências (muito coincidentes) da moda e de certas agendas, quase todos os casos de flagrante delito, são desvios psiquiátricos. As consequências ainda estão para chegar.

A culpa de muitos destes candidatos a explorados, trazidos pelos nossos governantes, marionetas de interesses supra nacionais, são apenas a ponta do icebergue.

Depois de uns dias no reino dos Algarves, constatei que não me sinto no meu país quando para lá vou, acrescentando que esta é, também, a opinião de muitos estrangeiros que por lá se deliciam com o sol.

Preços proibitivos, exploradores, abusivos e sem controlo ou fiscalização, são praticados por comerciantes sem noção do terreno pantanoso que pisam, não se apercebendo que estão a cavar a sua própria sepultura comercial, como aliás já tinha acontecido nos anos 80.

À mesa de um restaurante, para além do nível de preços praticados no Mónaco, sou recebido por um empregado, estrangeiro em 80 % das vezes, que para além de me apresentar uma ementa em todas as línguas, menos o português, mal fala o inglês, culminando numa ignorância completa da língua de Camões.

Nas ruas, corsos de Carnaval, onde vale tudo, desfilam sem pudor ou respeito.

Acordem portugueses, olhem à vossa volta para o que se passa nesta maravilhosa terra, antes que fiquem sem nada do que tanto lhes custou a ganhar.

 

 

Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

LEIA TAMBÉM

Também nas tempestades – “Mais vale prevenir que remediar!” … Autor: João Dinis, Jano  

A experiência e a sabedoria populares ensinam este postulado que é válido tanto para fogos …

“Crónicas de Lisboa”: Quando a Natureza Se Zanga. Autor: Serafim Marques

“….o vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde …