O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital justificou ontem na Assembleia Municipal (AM) o atraso na obra da nova Casa da Cultura com um conflito entre dois empreiteiros, o qual a autarquia está a mediar para que a empreitada anunciada em 2016 e que deveria estar concluída no ano seguinte, seja finalmente terminada. José Francisco Rolo, que respondia a uma questão do eleito pela coligação PSD-CDS/PP Rafael Costa, não disse qual o conflito existente entre os empreiteiros, salientando, porém, que está a falar com as duas partes. Não avançou, porém, com uma data para a conclusão da obra.
“Estamos a trabalhar com os dois empreiteiros envolvidos no processo. Não queremos conflitos, queremos diálogo, uma solução legal, negociada, para colocar o equipamento ao serviço dos oliveirenses e construir uma nova centralidade com eventos a nível regional”, referiu o presidente da autarquia que em nenhum momento referiu qual a divergência existente entre empreiteiros. O eleito do PSD-CDS/PP, que já na última AM colocou esta questão e não obteve resposta, com Francisco Rolo a dizer que se tinha esquecido, disse também desconhecer qual o entrave para a obra avançar. “Não faço ideia qual o conflito entre empreiteiros a que se refere, mas também não tenho oportunidade de o voltar a questionar nesta AM”, disse ao CBS Rafael Costa.
A renovação da nova Casa da Cultura César Oliveira, recorde-se, foi anunciada em 2016 pelo então presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, frisando que a empreitada orçada em 1,5 milhões de euros estaria concluída em 2017. Seguiram-se atrasos que, segundo a oposição, nunca foram justificados. E o novo edifício a partir do antigo colégio Brás Garcia de Mascarenhas, apetrechado com “equipamento de última linha”, com um auditório com capacidade para 300 pessoas vai afinal custar 1, 8 milhões de euros, contemplando ainda contemplando ainda um pequeno auditório exterior ligado a uma zona de cafetaria, onde poderão ser realizados essencialmente pequenos espectáculos de Verão, continua sem ver a luz do dia. “O senhor Rafael Costa queria a obra concluída, eu já a queria concluída muito antes”, rematou o Francisco Rolo, enfatizando que está a trabalhar no sentido de conseguir “um acordo entre as partes”, sem especificar qual o conflito existente.
Rafael Costa propôs ainda ao executivo um sítio na internet onde os munícipes possam acompanhar o andamento de todo as obras promovidas pela autarquia. “Seria uma forma de transparência que os oliveirenses merecem, porque hoje, sobre as obras da autarquia, pouco mais sabem do que a existência dos atrasos com os quais são confrontados”, rematou.
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