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Alexandrino acusa PSD de Oliveira do Hospital de reacções de “extrema-direita” e de ter posições próximas de Hitler

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital apelidou de “extrema-direita” a reacção do PSD local sobre a proposta que o autarca apresentou ao Governo, em nome do município, para receber dez famílias de refugiados do Norte de África. José Carlos Alexandrino foi ainda mais longe e sublinhou que as posições expressas pelos sociais-democratas oliveirenses estão próximas das “de Hitler”.

“O PSD é Governo e, neste momento, tem um problema  que terá de aceitar porque vai haver uma distribuição. A posição do PSD de Oliveira do Hospital é de extrema-direita”, frisou José Carlos Alexandrino que falava numa gravação publicada ontem no Facebook do jornal Comarca de Arganil, quando questionado sobre o comunicado do PSD local sobre o anúncio do autarca em relação à recepção de refugiados. O autarca argumentou ainda que a população do seu concelho é solidária e que pelas conversas que tem mantido o apoio às suas ideias é claro. Ao mesmo tempo, acusou a estrutura presidida por Nuno Vilafanha de apenas demonstrar que “não conhece o concelho, um concelho que tem grande solidariedade”. E rematou defendendo que a posição dos seus adversários políticos está “muito próxima da de Hitler”.

O PSD de Oliveira do Hospital, recorde-se, reagiu ao anúncio de José Carlos Alexandrino sobre a disponibilidade do município receber dez famílias de refugiados, acusando o autarca de fazer um discurso “paternalista” que soava “a falso” e que não “é compaginável com a frágil situação do nosso país e muito menos do concelho”. Considerou ainda uma “ falta de coerência e de respeito para com os oliveirenses” a afirmação de que existe disponibilidade para ajudar os de fora quando “não se ajudam de forma efectiva as pessoas do concelho”, lembrando que “há muitas pessoas desempregadas” e “muitos idosos que mal sobrevivem” e onde o número de nascimentos é “reduzido por falta de condições económicas”. Sublinhavam ainda que aquela intervenção não passava de ânsia de protagonismo e propaganda política.

O Primeiro-ministro de Portugal também se mostrou ontem cauteloso quanto à medida de Bruxelas que poderá obrigar Portugal a receber de 2.400 imigrantes em dois anos. Passos Coelho alertou principalmente para a necessidade de ter em conta as condições económicas dos países e a capacidade de os integrar no mercado de trabalho. “Temos tido dificuldade em oferecer as melhores condições aos que são de cá, portanto temos de ter aqui algum equilíbrio para poder acolher outras pessoas. Não podemos exigir àqueles que têm nível de desemprego mais elevado um esforço maior de acolhimento”, explicou.

“Alguma coisa acontecerá” diz Alexandrino sobre as medidas que anunciou na luta pelas acessibilidades.

Já questionado sobre o facto de se estar a esgotar o prazo, final deste mês (hoje), do seu anúncio de tomar “medidas radicais”, caso o Governo não oferecesse soluções para as acessibilidades ao concelho, nomeadamente a conclusão do IC6 e a  reparação da EN17, José Carlos alexandrino limitou-se a reconhecer que o prazo está de facto a esgotar-se, mas que algo existirá. “Acontecerá qualquer coisa, porque Oliveira do Hospital é um concelho onde as coisas acontecem”, disse.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, recorde-se que a 20 de Abril, admitiu “radicalizar” a luta por melhores acessos se não tivesse uma resposta por parte do Governo até ao final de Maio. O autarca apontou mesmo como medida o bloqueio da EN17 entre o limite do concelho de Gouveia e de Oliveira do Hospital. “Havia uma coisa tremenda que teria resultados enormes. Era bloquearmos a estrada. Bloqueada completamente. Dezenas de quilómetros de estrada bloqueada. É isso que defendo. Temos de fazer algo que nos diferencie no país para que Lisboa olhe para nós”, disse na altura. O prazo, porém, termina hoje. Resta saber quais as posições que José Carlos Alexandrino vai tomar.

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