O despiste de uma carrinha, na sexta-feira, na estrada municipal que liga Santa Ovaia à Ponte das Três Entradas, uma via com muito trânsito, foi a gota de água que esgotou a paciência do presidente da União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira. O autarca assegura que já solicitou por várias vezes à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a limpeza das bermas nas artérias municipais da sua área de Freguesia, cuja vegetação, em sua opinião, impede a visibilidade, potenciando acidentes. Nunca obteve, diz, qualquer resposta por parte da instituição liderada por José Carlos Alexandrino.
“Não sei qual foi a causa deste acidente, mas a verdade é que as nossas estradas nacionais e municipais estão sem qualquer manutenção e os rails de protecção, se existem, estão cobertos pela vegetação que impede a visibilidade”, frisa aquele que foi um dos poucos autarcas eleitos pelo PSD nas últimas eleições no concelho oliveirense. Bruno Amado não entende “como não se dignam sequer a cumprir a lei”. “Há quatro ano tivemos a catástrofe dos incêndios, mas não se aprendeu nada”, acusa.
“A nossa União de freguesias não tem tido a mínima ajuda do município. Para nós, as máquinas estão sempre avariadas ou, então, encontram-se ocupadas noutra zona. Para a nossa terra nunca há disponibilidade”, acusa, sublinhando que, se as estradas municipais estão ao abandono, em pior estado estão ainda os caminhos florestais. “Tudo abandonado”, resume, adiantando ainda que, para a estrada na qual se registou o acidente, há muito que solicitou que fosse alterada a sinalética para evitar a circulação de pesados e autocaravanas. “Mas não fazem nada”, conta.
Bruno Amado classifica mesmo como “uma vergonha” a atitude da autarquia oliveirense em relação ao que se passa na via que liga Santa Ovaia à Ponte das três Entradas, bem como à estrada que permite a circulação entre Vila Pouca e Digueifel. O autarca diz que ouviu falar em contratos com uma empresa para limpar as bermas. Mas, garante, que, pelo menos, a área da sua União de Freguesias continua esquecida. A estas juntam-se ainda os percursos das Estradas Nacionais 17 e 230 que atravessam o espaço daquela autarquia.
“A Infra-estruturas de Portugal, porém, teve a hombridade de me responder que nessas vias a intervenção está prevista apenas para o terceiro trimestre do ano”, conta, acusando, por outro lado, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital de não cumprir a lei e de ignorar os seus apelos. “Há intervenção na área de outras juntas, mas não na nossa. Nós nem a uma resposta temos direito”, conclui.
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