O CLDS-5G “Celorico Solidário” já arrancou no concelho e vai actuar junto das populações mais vulneráveis. Câmara vai coordenar o programa em articulação com as IPSS locais. “É uma mais-valia para o território”, diz o presidente Carlos Ascensão.
Combater a exclusão social e a pobreza, sobretudo entre a população mais idosa, é o objectivo do Contrato Local de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração (CLDS-5G) “Celorico Solidário”, que mobiliza um investimento total de 582.400 euros. O programa, com uma duração de quatro anos, sucedendo ao anterior CLDS-4G, foi aprovado em Fevereiro pelo Instituto da Segurança Social e entrou em funcionamento no dia 17 de Junho, sob coordenação da câmara municipal. O projecto é patrocinado em 85 por cento por parte do Fundo Social Europeu (495.040 euros) e os restantes 15 por cento são assegurados pelo município de Celorico da Beira (87.360 euros).
O presidente da autarquia, Carlos Ascensão, explicou à agência Lusa que o projecto vai incidir em várias áreas de fragilidade social do concelho, com enfoque na população sénior. “O CLDS-5G ‘Celorico Solidário’ tem como foco principal as questões sociais e a fragilidade do território, abrangendo uma população que vai dos mais pequenos aos mais idosos, com incidência nos mais frágeis”, afirmou o autarca.
Carlos Ascensão lembra que os idosos representam a fatia mais significativa da população do concelho da Guarda, onde o isolamento em muitas aldeias continua a ser um problema persistente. “Muitos idosos vivem algum isolamento social nas nossas aldeias, mas estão sinalizados e têm apoio”, garantiu.
Além do apoio à população sénior, o CLDS-5G vai promover acções dirigidas a desempregados, facilitando o acesso a formação e ajudando a encontrar respostas para a sua situação laboral. Também estão previstas iniciativas lúdicas e de lazer para os mais novos, bem como actividades inclusivas dirigidas a diferentes públicos.
O projecto assenta em quatro eixos principais, incluindo o emprego, a formação e a qualificação, mas também o combate à pobreza e à exclusão social de crianças e jovens. Outras prioridades passam pela promoção da autonomia e do envelhecimento activo, e ainda pela intervenção social em contextos de emergência ou situações excepcionais.
A câmara municipal vai coordenar o CLDS-5G em articulação com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), associações locais e o Gabinete de Acção Social da autarquia. “É uma mais-valia para o território, porque vai trabalhar em articulação com as IPSS, as associações e o Gabinete de Acção Social da câmara, que está a gerir vários programas nesta área, como o Radar Social e outros”, referiu o presidente.
Para Carlos Ascensão, esta articulação reforça a eficácia da intervenção. “A expectativa é que o CLDS-5G ‘Celorico Solidário’ crie uma complementaridade mais abrangente e mais eficácia em termos de respostas necessárias para o nosso território”, sustentou.
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