Concelho este, meu, que te estranho.
Abafado, nestes tempos que correm:
Alguns, do mal procuram ganho,
Enquanto outros, do medo fogem.
“Sempre assim foi e assim será”.
Estranha desdita, intemporal.
Alguns dão milhões de voltas, com blablá,
E terminam acusando-se em tribunal.
Esses, que tais, tanto correm,
Com os pulmões na boca ao fim chegam.
O outro noutros viu “escarros” e sabotagem.
Este, neles empoleirado, grita “Acudam!”
“Acudam!” que a coisa está mal.
Qual negra ou branca, afinal,
Aquilo que conta são os milhões,
É para isso que somos campeões.
Eu sou (fui) presidente e presido
E não confundir com presidiário.
De velhos e velhas sou querido.
E tudo registo no meu diário.
E não é preciso chamar o VAR :
Há muitos anos que assim jogamos.
O melhor é em casa jogar
Que fora, há muito, já andamos.
É que tudo bem contado, no final,
Coisa é só para doutos entendidos:
– O Mário e o Alex em comum jeito,
ambos puseram (ex) “amigos do peito”
Sentados no mocho do tribunal.
Há aqui marosca concerteza
Pois como é possível afinal
Que depois de amor tanto
Remanesça um ódio tão visceral ?…
Saibamos mais sobre o já sabido
Esprema-se o sumo da discórdia
Eles que prometeram conhaque
Afinal serviram mas foi mixórdia
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Um poeta enquadrado
(coprodução entalada entre quadras)
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