Mais de 600 operacionais estão concentrados em Oleiros, Proença-a-Nova, a combater o incêndio que teve início na tarde de ontem e se alastrou a concelhos vizinhos. De acordo com o comandante Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, Luís Belo Costa, este é um “incêndio que teve uma propagação violentíssima desde o início” e que já fez seis feridos e um morto.
Em conferência de imprensa na manhã deste domingo, o responsável esclareceu que, apesar de numa fase inicial os trabalhos terem estado a “correr favoravelmente”, esse cenário foi alterado “fruto das muitas projecções pela intensificação do vento”. Os meios no local estão a agir de acordo com uma “estratégia de combate para tentar conter todo o flanco esquerdo” e que pretende aproveitar uma “janela de oportunidade que deverá terminar pelas 12h00″, altura em que a direcção do vento deverá mudar “e empurrar o incêndio na direcção de Castelo Branco”.
De acordo com o último balanço, na sequência deste incêndio, há a registar seis feridos, dois dos quais graves, uma vítima mortal (um jovem bombeiro) e uma pessoa assistida. Durante a evolução do incêndio, e devido ao facto de esta ser uma “zona bastante povoada”, as autoridades tiveram de retirar várias pessoas duas suas habitações, pese embora a maioria já tenha regressado.
Belo Costa considerou que “ainda não é fácil prever em quanto tempo demorará a dominar [o incêndio] porque o trabalho é extraordinariamente difícil nesta área do território”, vincando a “ambição de o conseguir o mais rapidamente possível”. Às 10h59 estavam no terreno estavam 744 operacionais apoiados por 232 veículos, 12 meios aéreos e nove máquinas de rasto.
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