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Grupo Tavfer lança vinho do Dão dedicado a Celorico da Beira

O Grupo Tavfer marcou presença na 45 Feira do Queijo de Celorico da Beira e aproveitou o evento para lançar uma marca de vinhos em homenagem àquele concelho e à lealdade, ambas representadas neste lote de vinho tinto do Dão pelo nome do histórico alcaide-mor do castelo de Celorico da Beira, em 1246, Fernão Rodrigues Pacheco. Este lote conta, para já, com uma edição limitada de duas mil garrafas e é feito com uvas (das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen), provenientes da Quinta de Serrado, uma das fazendas com mais história da região demarcada do Dão, situada no concelho de Penalva do Castelo.

A Quinta do Serrado, refira-se, é uma das quintas com mais história desta região demarcada, apesar de apenas se ter dado a conhecer ao mundo no início dos anos 80, quando adquirida e modernizada pela Carvalho Ribeiro e Ferreira. Mas foi com a compra por parte da Tavfer Vinhos que ganhou um novo posicionamento no mercado, com uma abordagem que privilegia as tradições desta sub-região demarcada. Actualmente, os vinhos produzidos nesta quinta têm as seguintes castas: Encruzado, Cerceal, Bical, Malvasia Fina, Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro.

A lealdade de Fernão Rodrigues Pacheco foi o mote para o seu nome figurar num vinho dedicado a Celorico da Beira. O alcaide-mor do Castelo de Celorico da Beira ter-se-á destacado pela sua fidelidade a D. Sancho II de Portugal, a quem prestara menagem, tendo-se recusado a entregar o castelo celoricense ao infante D. Afonso III de Portugal, apesar de um longo cerco durante o ano de 1246.

Este bloqueio acabou por dar origem a uma lenda, segundo a qual quando castelo de Celorico da Beira já começava a sentir a fome, o alcaide-mor, pediu aos céus uma solução que não implicasse a perda da sua honra. Foi, então, que surgiu nos ares de uma águia que trazendo nas garras uma truta, apanhada ali perto no rio Mondego, e ao esvoaçar por sobre o castelo, a deixou cair. Este acontecimento sugeriu ao alcaide-mor um estratagema: mandou fazer pão com a sua última farinha existente e cozinhar a truta, enviando-o como presente ao príncipe regente, acompanhado pela mensagem: “que, se por fome o esperava tomar, que visse se os homens que daquela vianda eram bem abastecidos, se teriam razão de entregar-lhe, contra as suas honras, o castelo”.

Impressionado, o príncipe mandou levantar o cerco, tendo o alcaide-mor mantido a sua menagem até ao falecimento do rei D. Sancho II de Portugal. Apenas após a morte de D. Sancho II Fernão Rodrigues Pacheco entregou o castelo a D. Afonso III. Este escolhe então Fernão Rodrigues para o seu conselho, decerto pela admiração da atitude leal que ainda hoje traz inscrito o seu nome entre os exemplos preclaros de lealdade. Era, de facto, conselheiro de Afonso III pelo menos em 1251 ano em que, por exemplo, D. Afonso III o cita entre os seus “ricos-homens e fidalgos”.

 

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