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Incêndios destruíram mais 500 hectares em Seia

Incêndio em Trancoso já consumiu cerca de 8 mil hectares

Soutos, olivais e vinhas entre as áreas mais afectadas. Comissão Municipal de Emergência reúne-se para avaliar danos e decidir se mantém plano activado.

O fogo que lavra no concelho de Trancoso desde a tarde de sábado, e que já entrou no concelho de Celorico da Beira, já terá destruído aproximadamente 8 mil hectares, sobretudo de soutos, olivais e vinhas, indicou o presidente da câmara, Amílcar Salvador. Em declarações à agência Lusa, na manhã desta segunda-feira, antes do início da reunião da Comissão Municipal de Emergência e Protecção Civil, o autarca sublinhou que “os prejuízos são muito grandes, incalculáveis, o município já pediu o apoio do Governo para ajudar quem ficou sem nada”.

“Vamos iniciar esse levantamento, mas sabemos que vários produtores perderam explorações e maquinaria agrícolas, há criadores de gado com animais que é preciso alimentar, arderam muitos castanheiros, oliveiras, vinhas, árvores de fruto e pinhal”, referiu o presidente da câmara.

Segundo Amílcar Salvador, terão ardido cerca de 8 mil hectares nos últimos dois dias, “o que é uma área muito grande para um concelho como Trancoso”. Acrescentou que se viveram dois dias “muito complicados” naquele município do distrito da Guarda, em que a intervenção da população foi “muito importante”.

Os populares, afirmou, combateram as chamas à entrada das povoações, evitando que ardessem casas de primeira habitação e que houvesse vítimas mortais. “Foram muito importantes, porque são eles que conhecem os terrenos”, disse.

De acordo com a Protecção Civil, o incêndio provocou seis feridos ligeiros, três deles bombeiros, e 11 pessoas tiveram de ser assistidas no local por inalação de fumo.

O presidente da câmara minimizou as críticas à alegada falta de meios, assegurando que houve forte empenho no combate. “O problema foi o vento forte. Era quase impossível travar as chamas, houve momentos em que o incêndio estava completamente descontrolado, sobretudo no domingo”, reconheceu.

Recordou ainda que estiveram no terreno “mais de 70 corporações, 600 bombeiros, mais de 200 veículos”, mas que, por vezes, “não conseguimos estar no lugar certo, com o fumo e o vento forte a dificultarem muito o trabalho dos operacionais”.

Na manhã desta segunda-feira, “as coisas estão mais calmas, há apenas dois focos na zona de Aldeia Nova, já muito próximo do concelho de Fornos de Algodres, e na serra do Reboleiro”.

Ao final da manhã, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) indicava que o incêndio de Trancoso era a principal ocorrência no país, mobilizando 636 operacionais, 217 viaturas e sete meios aéreos.

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