A instalação de uma caixa multibanco numa antiga capela, que agora serve de posto de Turismo de Linhares da Beira, uma aldeia histórica do concelho de Celorico da Beira, está a indignar a população. As críticas nas redes sociais têm-se multiplicado devido inserção da ATM na fachada de um edifício histórico. Muitos dos residentes e forasteiros não se conformam com a obra e consideram que a ATM deveria ter sido colocada no interior do edifício, nunca na fachada.
“Tristeza! O ATM tem mesmo tudo a ver com o edifício em si. Fará parte da história do edifício? Não seria melhor tê-lo colocado no interior do posto de turismo para obrigar as pessoas a entrar? Tristeza!”, refere um dos comentários visíveis no Facebook da página do Posto de Turismo de Linhares da Beira. “Isto é Photoshop, só pode, será para os “apanhados? A CM TV já deve estar a caminho”, pode-se ler-se no mural, enquanto noutra publicação há quem manifeste a sua perplexidade: “Numa igreja? Estarei a ver bem?”. “Em Linhares da Beira ficamos a saber que não respeitam os Católicos que fizeram Portugal. Que construíram esta Nação. Dedicam-se a desrespeitar o Povo e a destruir o património. Só à marretada é que se endireitam”, acusa outro.
A onda de críticas colocadas na publicação que dava conta da abertura da entrada ao serviço do referido equipamento, o Posto de Turismo de Linhares da Beira viu-se na obrigação de publicar um esclarecimento, no qual defende que “a instalação deste ATM era uma necessidade urgente para esta Aldeia Histórica”. “Nesse sentido temos esperança que este ATM venha a ganhar novas funcionalidades futuramente (Ex: pagamento de serviços, transferências). O local da sua instalação pressupõe, nesta parceria, preferencialmente um edifício que fosse público, visível e numa rua com fluxo de circulação pedestre”, explica.
Os responsáveis defendem ainda que “a primeira opção para a sua instalação foi o edifício da junta de
freguesia, mas, após a análise técnica do local, verificou-se a necessidade de efectuar muitas alterações do edifício (que por sua vez seriam alterações mais impactantes e de certa forma mais irreversíveis)”. Neste sentido, “após uma análise criteriosa, o edifício do posto de turismo foi então a escolha técnica que cumpria os requisitos necessários”.
Admitindo que o actual local poderá não ser a melhor escolha em termos visuais e estéticos, os responsáveis do Posto de Turismo consideram que esta foi a solução “provisória” encontrada para receber este equipamento que tanta falta fazia. “A sua instalação não comprometeu qualquer alteração directa no Património em causa e apenas foi substituído um vidro (que será guardado) para que quando existir um local mais estratégico e viável para acolher este equipamento se possa repor o vidro e o aspecto que tinha desde 2015, data da sua recuperação e abertura enquanto posto de turismo”, dizem, concluído que tentarão “adequar os recursos disponíveis às necessidades verificadas mas, por vezes, isso implica fazer escolhas difíceis e, à partida, menos consensuais”.
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