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Governo antecipa levantamento dos prejuízos provocados pelo fogo na serra da Estrela

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse hoje, na Guarda, que os levantamentos dos prejuízos do incêndio na serra da Estrela foram antecipados em relação ao prazo inicial e ficarão prontos na segunda-feira. No final de uma reunião com autarcas da região, realizada no edifício dos Paços do Concelho da Guarda, precisamente para uma análise conjunta da situação resultante dos recentes incêndios, a ministra disse aos jornalistas que no encontro foi comunicado que os levantamentos dos prejuízos sectoriais ficarão prontos na segunda-feira e que depois serão “entregues à CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro], que fará um relatório final global”.

“Antecipámos, face ao que era previsto na Resolução do Conselho de Ministros, o prazo para o levantamento dos prejuízos, porque nós começámos a trabalhar logo no território com os autarcas, estou a falar nos vários sectores, nesse levantamento”, declarou Ana Abrunhosa, salientando que o relatório será conhecido logo que o Governo o tenha e após a aprovação da Resolução do Conselho de Ministros, “que vai, no fundo, validar esses danos e as medidas” para fazer “face aos estragos” do incêndio.

No encontro também participaram a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, e a secretária de Estado da Protecção Civil, Patrícia Gaspar.

A serra da Estrela, recorde-se, foi afectada por um incêndio que deflagrou no dia 6 de Agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e que foi dado como dominado no dia 13. Houve uma reactivação no dia 15 e foi considerado novamente dominado no dia 17 do mesmo mês, à noite. As chamas estenderam-se ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, e atingiram ainda o concelho de Belmonte, no distrito de Castelo Branco.

No dia 25, o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para o PNSE, afectado desde Julho por fogos, conforme pedido pelos autarcas dos territórios atingidos. A situação de calamidade foi já publicada em Diário da República e vai vigorar pelo período de um ano, para “efeitos de reposição da normalidade na respectiva área geográfica”.

 

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