O ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, vai estar em Gouveia no dia 10 para responder directamente às perguntas da população sobre o futuro da região, num encontro promovido pela Câmara Municipal de Gouveia que pretende colocar o governante perante questões que a região discute há anos em torno das acessibilidades, da ferrovia e de outros investimentos considerados importantes para o território.
A sessão terá o formato de uma conversa, moderada pelo presidente da Assembleia Municipal local, Carlos Peixoto. Depois de uma intervenção inicial do ministro, seguir-se-ão as perguntas dos presentes, com cerca de dois minutos para cada intervenção, às quais Miguel Pinto Luz responderá.
A importância do encontro, explica Carlos Peixoto, está precisamente na possibilidade de passar da discussão habitual para o confronto directo com quem tem responsabilidades governativas. “Andamos há anos e anos a falar disto. Nos municípios, na Assembleia da República, em casa, em encontros com amigos, nos cafés, na rua e onde calha. Nas redes sociais, então, somos muito activos na crítica e na denúncia”, afirma.
É nesse contexto que considera que a sessão representa uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. “Temos agora todos, sem excepção, a oportunidade de questionar o ministro responsável pelo sector, e não só ouvir, sobre o seu plano para o futuro da nossa região”, sublinha.
Entre os assuntos que certamente serão colocados estão as ligações rodoviárias, nomeadamente os IC6, IC7 e IC37, mas também a ferrovia, a barragem, a habitação a custos controlados e outras acessibilidades, como as eventuais portagens no IP3. A intenção, segundo Carlos Peixoto, é obter respostas concretas sobre o que está previsto para a região e em que prazo. “IC’s, ferrovia, barragem, habitação a custos controlados e outras acessibilidades, sim ou não e quando?”, frisa.
O presidente da Assembleia Municipal de Gouveia considera que a presença de Miguel Pinto Luz, responsável pela tutela daqueles sectores, cria uma oportunidade para que as questões sejam colocadas no local e perante quem tem competência para lhes responder. O responsável deixa, por isso, um apelo à participação da população, defendendo que este é o momento para transformar anos de discussão numa oportunidade concreta de questionar o Governo. “Venha saber e participe. Será bem-vindo. Tenha um sobressalto cívico “, conclui.
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