Numa situação que ele próprio precipitou, Ronaldo decide bem ao não pretender regressar aos jogos da Seleção Nacional de Futebol.
Acontece que, desportivamente falando, está provado que esta Seleção Nacional pode passar sem este futebolista Cristiano Ronaldo… Não era assim, vamos lá, ainda há cinco ou seis anos atrás, mas agora é-o!
Portanto, no meio de uma polémica em que tinha “ficado mal na fotografia”, Cristiano agora “cortou para canto” e o perigo de maiores danos para a Seleção ficou mais longe. Fixe, Cristiano!
Não se diga o mesmo da Direção da Federação Portuguesa de Futebol e do próprio Selecionador que se mantiveram debaixo do domínio que a marca “CR7” impõe. De facto e apesar dos erros cometidos nomeadamente com o abandono do estágio da Seleção ainda na Dinamarca, ao que se vê, é Ronaldo quem acaba por decidir sair apesar de admitido de novo. Mas, aliás, também para esta decisão de hoje (dia 5 de Novembro) foi ele empurrado com a divulgação da pré-convocatória que o englobava. Se Cristiano esperasse até dia 6, o dia da saída anunciada da Convocatória vinda do Selecionador, para a seguir recusar ser um dos selecionados, isso seria pior para Ronaldo que ficaria uma espécie de “refratário” para não dizer um “desertor” da Seleção Nacional… Sim, era pior para ele! Assim, é legítimo pensarmos que, com a pré-convocatória, a Federação lhe facilitou a vida…
Entretanto, vamos agora ver o que acontecerá a muita daquela gente “reformada” que se aboletou na Federação e que por lá gravita certamente bem remunerada… Pois com a inevitável redução de receitas motivada pela saída da marca “CR7” das contas anuais da Federação, ai, ai, arrisquemos o futurismo, que mais de metade dessa gente vai ter de sair de lá por sua vez…
Começará assim a ficar mais clara a razão pela qual este Ronaldo jogava tanto tempo e tanta vez nesta Seleção Nacional…
Sim, Ronaldo foi uma máquina irrepetível no jogo Futebol!
Com 23 anos seguidos a jogar em alta competição nos campeonatos mais duros e sem lesões graves, com muito trabalho e muito esforço a preparar-se para isso, Ronaldo foi um futebolista–atleta como não há outro do seu tipo. E o seu desempenho em campo demonstra isso mesmo.
Cristiano continua a jogar bem e vai ultrapassar os seus almejados mil golos a acrescentar a mais uma dúzia de outros recordes. Uma máquina impressionante! Todavia, também ele está sujeito às leis da vida, da biologia, da mecânica humana…. Sim, é tempo de aliviar a pressão e a exposição a que também ele próprio se tem sujeitado. Aliás, não tem mais nada a provar dentro do campo!
Cristiano não morreu, felizmente. Disse “adeus” à Seleção. Para quê tanta bajulação?
Admite-se afirmar que Portugal muito lhe deve. E assim dito preto no branco, assim fique dito! Mas tenhamos calma que não é por exagerar na forma e nos conteúdos dos encómios que lhe faremos maior justiça.
De facto, Cristiano foi uma máquina impressionante a jogar futebol mas até tirou o maior partido pessoal disso mesmo. Desse ponto de vista, a vida já lhe prestou justiça! Felicidades portanto.
De nossa parte, enquanto grande apreciador, há décadas, do jogo da bola e de jogadores da bola, tenho como meu ídolo primeiro o grande Eusébio! E nem sequer aceito discutir qual foi o melhor jogador Português de sempre que para mim, note-se que para mim, o maior foi Eusébio e pronto! E nunca abandonou, amuado, o estágio da Seleção Nacional!
Agora vamos à Taça das Nações e ao que mais houver!
A vida e o Futebol continuam. Queremos ganhar jogos e mais jogos!
Temos Seleção para isso! Fazemos votos de que Ronaldo tenha motivos para aplaudir os novos heróis do Futebol Nacional!
Autor: João Dinis, Jano
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