Os elementos do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) mostraram-se hoje surpresos com a decisão da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar que recomendou ao Estado que apoie a reconstrução das segundas habitações destruídas nos incêndios de Junho de 2017, ignorando por completo os lesados pelos fogos de Outubro desse mesmo ano. Os responsáveis pelo movimento sediado em Tábua consideram, de resto, que tem existido um tratamento diferenciado entre populações afectadas por catástrofes iguais.
“Visto que a maioria dos concelhos afectados pelos incêndios de Outubro de 2017 são no Pinhal Interior, questionamos o porquê de a mesma recomendação não ser unânime. Estará mais uma vez a Assembleia da República a ignorar o flagelo por que passámos, não apoiando milhares de famílias que perderam tudo, quer a nível de habitação, floresta e agricultura?”, perguntam, salientando que continuam sem perceber as razões para esta descriminação. “Basta verificar que tivemos menos dias para fazer candidaturas, não tivemos projetos REVITA, nem apoios (estatais) para as segundas habitações”, acusam, frisando que os lesados dos incêndios de Outubro também não tiveram apoios para a floresta.
A MAAVIM diz aguardar que a Assembleia da República assuma o lapso e alargue a recomendação a todos os lesados dos Incêndios de 2017. “Sem quaisquer discriminações”, sublinham.
Salientando que concordam com a medida aplicada a Pedrogão Grande, os responsáveis da MAAVIM enfatizam que apenas pretendem igualdade de tratamento para todos os lesados. Sublinham ainda que é lamentável que a Assembleia da República “continue a deliberar e o Governo a não acatar as recomendações.Pedimos para que de uma vez por todas se faça justiça para com os lesados e para que todos tenham direito ao que foi prometido e deliberado. Também pedimos que sejam definitivamente apuradas as responsabilidades na falta de auxílio e na ajuda a quem nada perdeu”, concluem.
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