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“O Tabuense” acusa presidente da Câmara de Tábua de desvirtuar notícia e mostrar nervosismo

O jornal “O Tabuense” acusa o presidente da Câmara de Tábua de deturpar a notícia que fazia a manchete de hoje daquele periódico, na qual se afirmava que poderia ser decretado um cerco sanitário ao concelho. Os responsáveis do jornal quinzenal asseguram que se limitaram a dar eco à opinião de fontes ligadas à protecção civil do concelho que colocam essa possibilidade. Adiantam ainda que, em nenhum momento, referem que o cerco sanitário é um dado adquirido como afirma o autarca na entrevista. Aquela publicação acusa ainda Mário Almeida Loureiro de mostrar um grande nervosismo e de tentar desvalorizar o papel daquele jornal na informação à comunidade de Tábua.

“Em parte alguma da notícia demos como certo que iria ser imposto o cerco sanitário em Tábua, como refere o jornalista da “Comarca de Arganil” numa das suas perguntas ao presidente de Câmara, facto erróneo e que deu oportunidade ao Sr. Mário Loureiro para expressar a sua indignação, considerando que o teor da notícia não tinha fundamento e apenas visava ‘alarmar a população’, frisa o comunicado da redacção do “O Tabuense”, explicando que se limitou a “transcrever as declarações do Sr. Vitor Melo, presidente dos Bombeiros de Vila Nova de Oliveirinha, e uma das autoridades do concelho nos domínios da Proteção Civil”.

“Face ao número de infetados em relação aos habitantes que temos, a percentagem alcançada já justificava fazer o cerco”, terá dito Victor Melo, alvitrando que a edilidade deveria “tomar medidas quanto antes para pensar no pior, controlando o que se passa nos locais onde teve lugar esse surto epidémico, nomeadamente nos lares, pois há muita gente que trabalha lá e que, inocentemente, pode já ter infectado pessoas das suas relações”.

“O Tabuense” sublinha que a finalidade dessas declarações visavam, sobretudo, alertar os responsáveis do concelho que têm que fazer algo mais do que fizeram até agora. “Pois num curto espaço temporal, o número de infectados subiu de dois para 22. E ainda se desconhecem os resultados de outras análises entretanto feitas.
E convém também esclarecer que um cerco sanitário é decretado pelas entidades de saúde e nunca por um autarca”, continua o comunicado de esclarecimento.

“Por isso titulamos a manchete: ‘Cerco sanitário pode ser imposto pela DGS em Tábua, o que é bem diferente de ser ‘um facto consumado’ como é dito nesta entrevista de ‘A Comarca de Arganil'”. “O Tabuense”, pode ler-se no comunicado, lamenta “que o teor da notícia …tenha mais uma vez dado azo a que o Sr Presidente da Câmara de Tábua tente desvalorizar o papel deste jornal na informação à comunidade tabuense, demonstrando um grande nervosismo, desvirtuando a notícia, a reboque de uma pergunta articulada”, frisam concluindo com uma pergunta. “É caso para perguntar: Afinal quem é que tenta alarmar os tabuenses?”, remata.

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