Numa altura de balanço desportivo de final de época, temos por toda a região, felizmente muitos casos de sucesso, mas vou dedicar a atenção ao concelho de Oliveira do Hospital. De facto, desde o futebol, basquetebol, hóquei em patins, atletismo, patinagem, entre outras modalidades, as equipas e instituições tiveram sucesso e atingiram, ou foram mesmo além, do espectável. Infelizmente esse sucesso não é acompanhado de infra-estruturas. Ainda na década passada lhes foi prometido (aos diversos clubes) o céu e o pedido para investirem, porque o Município iria apoiar. Mas passados mais de dez anos continua tudo na mesma ou até pior.
Foi colocado o piso sintético no Seixo da Beira e de resto tudo se tem degradado. Os apoios são insuficientes e se compararmos com o que se gasta em festas e concertos, então, ainda é pior. Não se podem privar os munícipes de praticarem desporto. Lembro-me de em 1999 ir jogar contra o U. Lamas na primeira divisão nacional e eles tinham um estádio relvado com bancada e por baixo da bancada tinham um pavilhão onde mais tarde em 2014 joguei em futsal. Já no exterior existiam campos de treino sintéticos e zonas de lazer. Enfim, por todo o país os concelhos se apetrecharam de infra-estruturas estruturadas, mas em Oliveira do Hospital isso não conta e até se fala em gastarem um milhão de euros num balneário que não tem depois o devido complexo desportivo.
As piscinas estão completamente antiquadas, faltam de campos de treino e de jogo, falta um pavilhão digno para jogos e até eventos, porque dá mais jeito alugar tendas e já para não falar da falta de um verdadeiro complexo desportivo, que independentemente do local, deveria servir todas as colectividades do concelho. Os próprios alunos que vêm para a ESTOH ficam estupefactos por virem para uma cidade sem locais para a prática de desporto. Enfim, uns têm equipamentos e não têm associativista, em Oliveira do Hospital é ao contrário: o associativista está de parabéns por mais uma época que está a terminar, mesmo continuando à espera das promessas falaciosas do passado recente. É urgente fazer em vez de prometer. As mentiras têm de ter um fim.
Autor: Nuno Tavares Pereira
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