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Os Verdes assinalaram em Santa Comba Dão data dos grandes incêndios e acusaram o Governo de ignorar medidas aprovadas na Assembleia da República

Os verdes assinalaram ontem (15 de Outubro) os seis anos dos incêndios de Outubro 2017 que afectaram a Zona Centro, causando várias vítimas, elevados danos materiais e a destruição de vastas áreas naturais e florestais, com uma caminhada em Pinheiro de Ázere, uma freguesia do concelho de Santa Comba Dão que foi devastada pelos fogos de 15 de Outubro. O tema desta iniciativa foi “Defender o território, proteger as comunidades, salvaguardar a natureza” e não faltaram criticas ao Governo liderado por António Costa.

Os Verdes acusam o Governo socialista de ignorar as “inúmeras propostas que vieram a ser aprovadas na Assembleia da República”, direccionadas para a floresta (para o arranque de eucaliptos de crescimento espontâneo, (re)arborização com espécies resilientes aos incêndios  e controlo de invasoras lenhosas) e para a agricultura. “Propostas algumas das quais constavam nos próprios Orçamentos do Estado”, sublinham.

“A catástrofe vivida em 2017 deveria ter sido o ponto de partida para inverter o paradigma e políticas para o mundo rural. Todavia, contra as expectativas dos portugueses que assistiram a inúmeros espaços de debate, reflexão e a muita demagogia, apontando a urgência de um novo ordenamento, uma nova política para as áreas rurais e um reforço da prevenção integrada, daí resultou uma mão cheia de nada.  A memória, tal como a vontade política esfumou-se. Seis anos depois a população e as comunidades rurais encontram-se tão ou mais vulneráveis com os espaços florestais e incultos, outrora áreas agrícolas e aproximar-se ainda mais, de forma desordenada dos aglomerados”, dizem.

Os Verdes notam, a título de exemplo, que na freguesia de Pinheiro de Ázere, como na quase totalidade dos territórios afectados, ainda são evidentes as marcas directas dos fatídicos incêndios de 2017.  Além da quase totalidade das árvores que nunca chegaram a ser retiradas das áreas florestais, permanecendo ao alto, referem, que há também material urbano, por exemplo, “candeeiros públicos que têm cunhado os sinais do fogo ou as várias habitações no interior da povoação que foram transformadas em ‘esqueletos’ e assim permanecem seis anos depois”.

“Pinheiro de Ázere é um exemplo claro de que milhões anunciados para a madeira salvada, para a recuperação dos ecossistemas e (re)arborização foram uma miragem, um ‘milagre’ da desmultiplicação a que o Governo PS sucessivamente nos tem habituado”, acusam, frisando que a quase maioria da área florestal não sofreu qualquer intervenção e, quando houve, foi para dar continuidade à monocultura do eucalipto. “A regeneração ocorreu de forma ‘natural’, proliferando as espécies de crescimento rápido como os eucaliptos de crescimento espontâneo e espécies exóticas invasoras como as acácias, bloqueando o surgimento de outros povoamentos florestais de regeneração natural (folhosas e pinheiros), numa área onde já predominam as densas monoculturas de eucalipto”, concluem.

 

 

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