O porta-voz do Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) defendeu hoje durante o fórum da TSF que os autarcas locais deveriam disponibilizar as verbas das contas solidárias dos incêndios 2017 para pagar os testes da COVID-19 àqueles que têm alguns sintomas e se encontram em quarentena. Nuno Tavares Pereira, que interveio no programa subordinado ao tema “O isolamento social e as medidas para proteger famílias e empresas”, frisou que já passaram três anos sem usarem aquelas verbas doadas pelos portugueses.
“Os autarcas na nossa região que têm dinheiro nas contas solidárias dos incêndios de 2017, já que não utilizaram esse dinheiro que foi doado pelos portugueses para as ajudar as pessoas, então que utilizem essas verbas para fazer os testes de despistagem do COVID-19 àqueles que estão em quarentena”, frisou o empresário que considerou inaceitável que essas pessoas não saibam se têm ou não a infecção. “Tem de se acabar com essa angústia”, continuou.
Ao que o CBS apurou os valores referentes ao ano de 2019, depois disso não houve qualquer actualização, o município de Oliveira do Hospital é o que tem a conta mais recheada: 74 201,04 euros. Segue-se Santa Comba Dão com 46 683,44 e Tábua com 25 395. A que tem menos valor é a de Tondela que regista um saldo de 5001, 4 euros.
O empresário falou também sobre o impacto da actual situação nas empresas e considerou que “tem acontecido é uma série de trapalhadas”. “Anunciam medidas e apoios, mas andamos aqui há duas semanas sem saber o que é que os empresários vão fazer, o que dizer às pessoas, como é que vão receber no final do mês. Além disso, o dinheiro não pode ficar nos bancos, é necessário que chegue às empresas e às pessoas”, conclui Nuno Tavares Pereira.
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