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A meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Ângela Lourenço, alertou esta segunda-feira que o estado do tempo em Portugal continental vai continuar marcado por precipitação forte e persistente, pelo menos até quarta-feira, devido à influência de uma massa de ar com características tropicais.
Segundo a especialista, o território está sob a influência de uma corrente perturbada de oeste, associada a uma massa de ar muito húmida e com elevado conteúdo em água. Esta situação deverá manter a chuva de forma contínua durante os próximos dias.
“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afectado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em água. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11”, explicou Ângela Lourenço.
A meteorologista adiantou que terça e quarta-feira deverão ser os dias mais críticos. “Portugal continental vai ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua”, afirmou.
Para terça-feira, o IPMA já emitiu avisos de nível laranja em vários distritos do Norte e Centro. “Foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e daí o nível laranja”, indicou.
A responsável esclareceu ainda que a intensidade da chuva não será igual em todo o país. De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira prevê-se que a precipitação seja mais fraca nas regiões do Baixo Alentejo e do Algarve.
Além da chuva, está também prevista a ocorrência de vento com alguma intensidade, sobretudo na quarta-feira. “Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular no dia 11, poderão ser acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, referiu.
A partir de quinta-feira deverá verificar-se um ligeiro desagravamento das condições meteorológicas, embora sem fim imediato da instabilidade. “Vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja talvez um abrandamento da ocorrência da precipitação”, afirmou a meteorologista, sublinhando que ainda existe um grau de confiança baixo relativamente a esta evolução.
Quanto às temperaturas, a especialista do IPMA adiantou que se mantêm acima do normal para o mês de Fevereiro, precisamente por causa da presença desta massa de ar tropical. “As temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14 ou 15 graus e máximas de 17 ou 18 graus. No interior, nas zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 4 e 6 graus e máximas entre 9 e 12”, detalhou.
Apesar destes valores mais elevados, está prevista uma mudança a partir do final da semana. Segundo Ângela Lourenço, a partir de quinta-feira deverá ocorrer uma descida significativa das temperaturas, acompanhando a progressiva alteração das condições atmosféricas.
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