Quer o PS em Portugal quer o PS em Espanha são partidos de poder, a nível nacional e autárquico. Aliás, como também já foram noutros países.
Cada um deles tem anos e anos de governo e de maiorias várias. Portanto, têm as maiores responsabilidades pelo que de político, institucional e prático, tem acontecido nos respetivos países a influenciar, e muito, as vidas dos cidadãos e cidadãs.
Entretanto, em Portugal e em Espanha, os PS´s também passam por situações congéneres no exercício desses poderes públicos. Só como exemplos:
Há dois anos e cinco meses, no início de Novembro de 2023, o então primeiro-ministro e secretário-geral do PS português, demitiu-se do governo perante um insólito caso chamado de «influencer» sobre suspeitas de corrupção, ainda por cima em caso embrulhado num processo anunciado de forma irresponsável pelo Ministério Público. Porém o governante em causa realizou a proeza de contrariar a gravidade pois em vez de cair para baixo caiu para cima e agora exibe-se em cargo de topo desta União Europeia. Incrível! E já nem falamos de outro ex-primeiro-ministro socialista que continua a humilhar a Justiça portuguesa..
E agora mesmo, surgem notícias sobre um megaprocesso policial e judicial em que se investiga mais «notáveis» do PS, em caso designado por «imergente», com graves suspeitas de amiguismos partidários e corrupção. Até tem havido buscas policiais à Sede nacional do PS em Lisboa!
Presidente do Governo de Espanha sob suspeitas de corrupção.
No país vizinho, Espanha, as coisas também resvalam por idênticas situações, agora a envolver o atual chefe, presidente do governo de Espanha (o equivalente ao primeiro-ministro) e familiares, governante eleito pelo PS de lá. De tal forma que um outro ex-presidente do governo pelo PS espanhol veio assumir que, devido ao escândalo em curso, deverá haver eleições antecipadas em Espanha. E, isto enquanto um outro ex-presidente do governo de Espanha, também pelo PS, está arguido em casos de suspeitas de corrupção e tráficos de influências! Mas que «ilustres famílias…
Ou seja, nestas matérias, entre os PS de um e de outro dos países ibéricos que “venha o Diabo e escolha” … É um autêntico festival de escandaleiras!
E assim, cá e lá, estes PS´s injetam “hormonas de crescimento” na extrema-direita…
Em Espanha, a extrema-direita tende para se organizar no tal partido «Vox» (Voz) a partir de 2013. Cá entre nós, sobretudo desde 2019, a extrema direita agrupa-se no tal «Chega». Já agora, entre o «Vox» espanhol e o «Chega» português que «venha o Diabo e escolha» ! Fazem ambos grandes berrarias e, por enquanto, e tal como já alguém disse, «ainda procuram manter a pele de cordeiros por cima do corpo de lobos que de facto são» …
Preocupantemente, em curtos espaços de tempo, têm crescido muito, demasiado mesmo, do ponto de vista político e institucional. Não que a larga maioria dos seus votantes se assuma, em consciência, como cidadãos e cidadãs de extrema direita fascizante mas mais porque as situações de vida e de regime geradas pelas más políticas aplicadas, durante décadas de governos sociais democratas ainda que através de interpostos partidos PS, provocam desencanto e descrédito nos sistemas basicamente democráticos ainda vigentes em Portugal e em Espanha.
Essas políticas e suas más consequências para a vida dos dois países e seus Povos, são «caldos de cultura» onde a extrema direita chafurda e se alimenta com a maior desfaçatez. Sim, as más políticas públicas e as sucessivas escandaleiras em governos e autarquias fornecem uma sopa de «hormonas de crescimento» para engordar as forças e as ideias de extrema direita! Brademos, pois, a alta «Vox» (voz): já basta!
Autor: Carlos Martelo
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