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PS em Portugal e PS em Espanha, a mesma luta. Autor: Carlos Martelo

Quer o PS em Portugal quer o PS em Espanha são partidos de poder, a nível nacional e autárquico.  Aliás, como também já foram noutros países.

Cada um deles tem anos e anos de governo e de maiorias várias. Portanto, têm as maiores responsabilidades pelo que de político, institucional e prático, tem acontecido nos respetivos países a influenciar, e muito, as vidas dos cidadãos e cidadãs.

Entretanto, em Portugal e em Espanha, os PS´s também passam por situações congéneres no exercício desses poderes públicos. Só como exemplos:

Há dois anos e cinco meses, no início de Novembro de 2023, o então primeiro-ministro e secretário-geral do PS português, demitiu-se do governo perante um insólito caso chamado de «influencer» sobre suspeitas de corrupção, ainda por cima em caso embrulhado num processo anunciado de forma irresponsável pelo Ministério Público. Porém o governante em causa realizou a proeza de contrariar a gravidade pois em vez de cair para baixo caiu para cima e agora exibe-se em cargo de topo desta União Europeia.  Incrível!  E já nem falamos de outro ex-primeiro-ministro socialista que continua a humilhar a Justiça portuguesa..

E agora mesmo, surgem notícias sobre um megaprocesso policial e judicial em que se investiga mais «notáveis» do PS, em caso designado por «imergente», com graves suspeitas de amiguismos partidários e corrupção.  Até tem havido buscas policiais à Sede nacional do PS em Lisboa!

Presidente do Governo de Espanha sob suspeitas de corrupção.

No país vizinho, Espanha, as coisas também resvalam por idênticas situações, agora a envolver o atual chefe, presidente do governo de Espanha (o equivalente ao primeiro-ministro) e familiares, governante eleito pelo PS de lá.  De tal forma que um outro ex-presidente do governo pelo PS espanhol veio assumir que, devido ao escândalo em curso, deverá haver eleições antecipadas em Espanha.  E, isto enquanto um outro ex-presidente do governo de Espanha, também pelo PS, está arguido em casos de suspeitas de corrupção e tráficos de influências!   Mas que «ilustres famílias…

Ou seja, nestas matérias, entre os PS de um e de outro dos países ibéricos que “venha o Diabo e escolha” …  É um autêntico festival de escandaleiras!

E assim, cá e lá, estes PS´s injetam “hormonas de crescimento” na extrema-direita…

 Em Espanha, a extrema-direita tende para se organizar no tal partido «Vox» (Voz) a partir de 2013.  Cá entre nós, sobretudo desde 2019, a extrema direita agrupa-se no tal «Chega».  Já agora, entre o «Vox» espanhol e o «Chega» português que «venha o Diabo e escolha» !  Fazem ambos grandes berrarias e, por enquanto, e tal como já alguém disse, «ainda procuram manter a pele de cordeiros por cima do corpo de lobos que de facto são» …

Preocupantemente, em curtos espaços de tempo, têm crescido muito, demasiado mesmo, do ponto de vista político e institucional.  Não que a larga maioria dos seus votantes se assuma, em consciência, como cidadãos e cidadãs de extrema direita fascizante mas mais porque as situações de vida e de regime geradas pelas más políticas aplicadas, durante décadas de governos sociais democratas ainda que através de interpostos partidos PS,  provocam desencanto e descrédito nos sistemas basicamente democráticos ainda vigentes em Portugal e em Espanha.

Essas políticas e suas más consequências para a vida dos dois países e seus Povos, são «caldos de cultura» onde a extrema direita chafurda e se alimenta com a maior desfaçatez.  Sim, as más políticas públicas e as sucessivas escandaleiras em governos e autarquias fornecem uma sopa de «hormonas de crescimento» para engordar as forças e as ideias de extrema direita! Brademos, pois, a alta «Vox» (voz): já basta!

Carlos Martelo

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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