Home - Outros Destaques -  “Se calhar não foi aceite porque não pactuo com certas coisas…”

 “Se calhar não foi aceite porque não pactuo com certas coisas…”

José Francisco Rolo não respondeu a proposta que pediu a Luís Moreira para a EXPOH e que previa a troca das “deficitárias” receitas de bilheteira pelo pagamento dos artistas 

O oliveirense Luís Moreira diz ter sido contactado em Março pelo Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital para trabalhar junto do Grupo Chiado, uma empresa promotora de espectáculos em palcos como o Altice Arena ou festivais como o Sol da Caparica. Luís Moreira apresentou uma proposta, segundo a qual a troco da receita de bilheteira, o Grupo Chiado seria responsável por pagar os contratos dos aristas Mariza, Jorge Palma, José Cid, Pérola, Valete e Rui Orlando. Rolo não respondeu à proposta e no dia 30 de Junho apresentou um cartaz da EXPOH. “Foi uma falta de respeito enorme”, conta Luís Moreira, dizendo em entrevista ao CBS que tem uma resposta por parte do actual Presidente da Assembleia Municipal que, para já, prefere não divulgar e adianta que se calhar a sua proposta não passou porque “não pactua com determinadas situações”.

De quem partiu a iniciativa do Grupo Chiado apresentar uma proposta para a EXPOH?

Como sou colaborador desse grupo, fui abordado, em Março, pelo Presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, e pelo agora Presidente da Assembleia Municipal, José Carlos Alexandrino, para elaborar e entregar uma proposta para a Expoh. Acedi e fiz a proposta. A ideia passava por transpor o espectáculo Sol da Caparica para Oliveira do Hospital. Foram eles que me abordaram, não o fui eu que a estabeleci qualquer contacto com a autarquia.

Como se sentiu quando José Francisco Rolo divulgou o programa sem lhe ter dito nada sobre a sua proposta?

Senti que esse senhor não tem respeito pelas pessoas. A nossa proposta ia permitir poupar dinheiro à CM de Oliveira do Hospital que tem sido deficitária na relação das receitas de bilheteira arrecadadas e os contractos com os artistas. O que sei é que o Grupo Chiado assumiria o prejuízo se tal viesse a existir, como tem acontecido em anos anteriores.

Em que consistia a proposta do Grupo Chiado?

A nossa proposta permitia colocar artistas de renome na EXPOH e o Grupo Chiado ficava apenas e só com as receitas de bilheteira, suportando os encargos com os artistas, o que retiraria uma despesa ao município. Se o lucro fosse superior a 25 por cento, cinco reverteriam para instituições de Oliveira do Hospital a designar pelo município. Em cartaz teríamos artistas reconhecidos como Mariza, Jorge Palma, José Cid, Pérola, Valete e Rui Orlando.

Proposta do Grupo Chiado
Proposta do Grupo Chiado

A bilheteira não se tem revelado suficiente para pagar aos artistas que têm actuado na EXPOH?

Não. E não sou eu que o digo, é o relatório e contas. A bilheteira não tem sido suficiente para pagar aos artistas que têm sido contratados.

Mas o que terá levado José Francisco rolo a descartar a sua proposta sem lhe dar sequer uma satisfação?

Não sei. Tem de lhe perguntar a ele. Mas sou livre de pensar que se calhar existem aspectos com os quais não pactuo. Sinto-me ultrajado e gostaria que fosse feita uma investigação por parte das autoridades sobre tudo o que rodeia a EXPOH. Uma coisa é certa, o Grupo Chiado iria criar mais valias para o concelho. Disso não tenho qualquer dúvida. Espero que no final, o senhor presidente apresente publicamente as contas da bilheteira e os contractos estabelecidos com os artistas e veremos se lesou ou não o erário público. Curiosamente, até ao momento, desconhecemos por completo os contractos que estabeleceu.

É uma falta de respeito. Não se faz a ninguém, muito menos a um munícipe a quem eles acharam por bem pedir ajuda. A única resposta que tenho é do senhor Presidente da Assembleia Municipal José Carlos Alexandrino. Mas por respeito para com o mesmo não a vou divulgar. Para já…

Não teme que as pessoas pensem que pretendia lucrar às custas do Município?

Não. O grupo Chiado ia ficar com aquilo que até este momento tem dado prejuízo à Câmara. Tenho muito orgulho em ajudar sempre que posso o meu concelho e a região e nunca foi minha intensão obter lucro com a venda de espectáculos ao município de Oliveira do Hospital.

Como é que colocaria a dar lucro algo que diz que ao longo dos tempos tem dado prejuízo?

Com uma organização profissional. Não pode funcionar como a actual organização. Não poso garantir, mas ao que se consta não existe controlo na distribuição de bilhetes e convites. Com esse travão, maior rigor e um cartaz apelativo é possível ter lucro. Organizei eventos em Oliveira do Hospital que tiveram 15 mil espectadores pagantes. Como um concerto dos D’ZRT ou o Martinho da Vila. Ali há uma clara falta de profissionalismo. Há mordomos de festas nas aldeias que são melhores que a organização da EXPOH.

Está a dizer que o Cartaz não é o indicado?

Sem desprimor para os artistas que lá estão, este cartaz não dignifica em nada o concelho. Oliveira do Hospital algo de diferente e basta olhar para os concelhos vizinhos. Estou neste meio e sei a capacidade de atracção de público que cada um dos nomes consegue.

Oliveira do Hospital consegue ter um evento de referência?

Devido às qualidades que possui, pode ombrear com qualquer outro acontecimento. Apesar das suas fracas acessibilidades, Oliveira do Hospital está numa centralidade de confluência de vários concelhos, como Arganil, Tábua, Seia, Nelas ou Celorico da Beira e três distritos (Coimbra, Viseu e Guarda).

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