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Seis zonas balneares de Oliveira do Hospital interditas por problemas na qualidade da água

A qualidade da água das praias fluviais e a ausência de Bandeiras Azuis no concelho estiveram também em destaque na última reunião da Assembleia Municipal, onde o deputado municipal do PSD Rafael Costa questionou o presidente da Câmara sobre as razões que impedem Oliveira do Hospital de recuperar aquela distinção.

Seis zonas balneares do concelho de Oliveira do Hospital encontram-se temporariamente interditas à utilização, na sequência dos resultados das mais recentes análises à qualidade da água, informou a União das Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira.

Segundo a publicação daquela autarquia, a interdição abrange a Praia Fluvial de S. Gião, a Praia Fluvial de São Sebastião da Feira, a Zona Balnear do Mosteiro, a Zona Balnear de Penalva de Alva, a Zona Balnear das Caldas de São Paulo e a Zona Balnear de Santo António do Alva.

Cerca de uma hora antes, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tinha informado que, com base nas análises de rotina divulgadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito da pré-época balnear, a interdição incidia apenas sobre as praias fluviais de S. Gião e de São Sebastião da Feira. A publicação mais recente da União das Freguesias alarga, no entanto, a informação a mais quatro zonas balneares.

Segundo a União das Freguesias, a medida tem carácter preventivo e manter-se-á em vigor até que novas análises confirmem o restabelecimento da qualidade da água e garantam as condições de segurança para os utilizadores. A autarquia acrescenta que está a acompanhar a situação em articulação com o Município de Oliveira do Hospital e as restantes entidades competentes.

Até ao momento, não foi divulgado o relatório das análises que estiveram na origem das interdições, nem foi esclarecida a diferença entre a informação divulgada pelo Município de Oliveira do Hospital, que refere duas praias fluviais, e a publicação posterior da União das Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, que aponta seis zonas balneares.

A interdição agora anunciada surge poucos dias depois de a qualidade da água das praias fluviais ter sido debatida na Assembleia Municipal, onde o deputado municipal do PSD Rafael Costa questionou o presidente da Câmara sobre a ausência de Bandeiras Azuis no concelho.

Em resposta, o vereador Nuno Oliveira afirmou que a perda da Bandeira Azul da Praia Fluvial de Alvoco das Várzeas cumpriu 33 dos 34 subcritérios exigidos pelo programa Bandeira Azul, tendo sido penalizada apenas pelo parâmetro relativo à qualidade da água. A classificação, acrescentou, tem por base a ponderação dos resultados dos últimos quatro anos.

O vereador afirmou que, entre mais de uma centena de análises efectuadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, apenas duas ultrapassaram os limites admissíveis, uma em 2020 e outra em 2022. Por esse motivo, os resultados de 2022 continuam a influenciar a avaliação de 2026, sendo este o último ano em que entram na ponderação.

Nuno Oliveira acrescentou que, caso todas as análises realizadas este ano sejam favoráveis, a Praia Fluvial de Alvoco das Várzeas poderá voltar a candidatar-se à Bandeira Azul em 2027.

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