Tadej Pogacar, “Pogi”, fez a sua “obrigação” e voltou e venceu o “Tour” (Volta) de França em bicicleta agora pela quinta vez, penta campeão, portanto.
O previsível e o imponderável aconteceram nesta Volta a França em Bicicleta – “Le Tour” 2026. Em balanço, foi uma grande e bem disputada corrida! Com etapas com médias das mais rápidas de sempre e uma terceira semana de prova duríssima, nos Alpes Franceses.
Sem surpresa, e também sem quedas, Pogacar venceu tal como era previsível. E já vão cinco vitórias nas classificações gerais e dois segundos lugares, isto tudo em sete anos seguidos a competir no “Tour”. E estamos para ver o que acontecerá nos próximos sete anos com este super atleta como super ciclista em prova…até aos 34 anos de idade…
A equipa Lidl-Trek ganhou a prova por equipas e a UAE, de Pogacar, ficou em segundo depois de ter atravessado grandes dificuldades com doenças em alguns dos seus ciclistas. Aliás, na fase final da prova, foi o próprio Pogacar a ter de servir de “gregário” (ajudante…) a ajudar o colega del Toro (terceiro lugar da geral) a pontos dele, Pogacar, se ter abstido de discutir a vitória em pelo menos duas etapas…
Outras confirmações também aconteceram nomeadamente de Carapaz, prémio da montanha e ciclista mais combativo do “Tour” – Remco Evenepoel num segundo lugar da geral e com grandes exibições na alta montanha, terrenos que, até agora, não eram de sua especialidade. Mesmo Mathieu van der Poel esteve muito bem nas etapas que venceu e nas em que ajudou um colega a vencer. Os jovens “prodígios” del Toro (venceu na categoria “Juventude”) e Paul Seixas também eles se confirmaram como certezas com quem se vai ter de contar. Ainda destaque para Mads Pederson, um reconhecido “durão” em cima da bicicleta, que venceu a camisola por pontos” e se tornou no primeiro ciclista desde sempre a ganhar “por pontos”, normalmente em “sprintes” (duelos finais ou intermédios) nas três maiores Voltas em Ciclismo – Tour (França) – Giro (Itália) – Vuelta (Espanha. “Très bien ! (muito bem)”.
O imponderável a “cair” em cima dos ciclistas.
Duas vítimas maiores desta maldita “lotaria” das quedas em prova: Vingegaard e Lipowitz que o ano passado ficaram em segundo e em terceiro lugares no Tour. Este ano, caíram, magoaram-se e tiveram que desistir. É uma terrível contingência na vida de um ciclista e ainda por cima de atletas que estão na luta pelos lugares cimeiros. Tanto esforço, tanto trabalho, tanta expectativa e, de repente, tudo se esboroa no contacto directo com o asfalto! Tremenda desilusão!
Antes do início deste “Tour”, nós até acreditávamos que Vingegaard poderia vir a vencer a prova face a Pogacar mas teve de desistir. Confesso que para além de apreciar os inegáveis méritos de Vingegaard como voltista, também nutro por ele uma simpatia quase paternalista, creio que muito devido à sua figura franzina, serena, em cima da bicicleta a competir. Porém, Pogacar já o tinha “empurrado” para mais de quatro minutos e meio de atraso antes dessa desistência, ou seja, Pogacar marcou posição dianteira logo no famoso Tourmalet, durante a primeira semana de prova! E chegou ao fim da prova com quase seis minutos e meio de avanço sobre o segundo classificado! Categórico!
Pogacar é um vencedor deste “Tour” e sem espinhas !…
Foto: A.S.O. / Etienne Garnier
Autor: João Dinis, Jano
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