Home - Outros Destaques - Três anos depois, Festa física do Queijo Serra da Estrela reapareceu ainda debilitada em Oliveira do Hospital

Três anos depois, Festa física do Queijo Serra da Estrela reapareceu ainda debilitada em Oliveira do Hospital

Três anos depois, a Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital regressou ao sistema presencial, depois de 2020 e 2021 tudo se ter passado em formato digital em consequência da pandemia da Covid-19. O primeiro dia, sábado, acabou por ser marcado pela chuva intensa e alguma desilusão entre os expositores de queijo da Serra e de outros produtos regionais para quem as vendas e o número de visitantes ficou aquém de anos anteriores. O domingo foi mais simpático. Com menos chuva. A moldura humana melhorou. Mas as vendas, garantem, ficaram distantes de outras edições. A “Festa” regressou, mas ainda debilitada.

No final da Festa muitos dos expositores continuavam com queijo nos mostruários, algo raro em outros eventos. Ainda por cima num ano assolado pela seca e que segundo os produtores terá reduzido a produção de queijo Serra da Estrela em cerca dos 30 a 40 por cento. “A qualidade não se ressentiu ainda de forma significativa, porque com  a redução do leite, apesar de alguma perda, ainda se manteve a gordura”, explica Carlos Oliveira, 45 anos, encarregado da Quinta dos Lobos, uma fazenda que também produz mel e azeite. “Este ano estamos a vender muito menos, pensei que seria melhor que nos outros anos, mas enganei-me”, conta, atribuindo alguma quebra à chuva que assolou o dia, mas pela qual “dá graças a Deus”. “Isto é uma bênção para as pastagens, ninguém sabe o que estamos a passar devido à seca”.

Um pouco afastada, Paula Lameiras vai dizendo que a festa “não está má”. Mas lá vai reconhecendo que as “vendas estão mais fracas”, frisa, adiantando a título de explicação para este facto o final da pandemia, a guerra e o facto de “ninguém saber muito bem para onde isto vai”. Mas para Paula a grande injustiça vem “da concorrência desleal” proveniente das fábricas. “Há gente que chega aqui e diz que para ali estão a vender muito mais barato. E não lhes interessa se é ou não certificado”, conta.

Paula lamenta que este tipo de certame não seja exclusivo para o queijo Serra da Estrela e outros produtos endógenos que não outras variedades de queijo. “Porque muitas pessoas não sabem distinguir”, conclui. A quebra, porém, é extensiva a outros produtos como conta Helena Rodrigues cujas compotas e licores exclusivos não tiveram a procura de edições anteriores. “O sábado era sempre o nosso melhor dia e este está muito fraco”, contava-nos no sábado. O domingo melhorou. Mas ainda assim não tem dúvidas que esta edição está distante de algumas das anteriores.

 

LEIA TAMBÉM

FC Oliveira do Hospital perde na recepção ao Mortágua por 0-1

O FC Oliveira do Hospital perdeu hoje, por 1-0, na recepção ao Mortágua, em jogo …

Sampaense/Inspecentro garante triunfo sobre Sangalhos graças a segundo período avassalador

O Sampaense/Inspecentro venceu hoje, por 75-66, o Sangalhos, em partida da quarta ronda da luta …