A trovoada registada na noite de segunda-feira e na madrugada de hoje sobre o território de Portugal continental provocou mais de 13.500 descargas eléctricas, das quais mais de 2.600 atingiram o solo, informou hoje IPMA. No período de 12 horas, compreendido entre as 21h00 de segunda-feira e as 09h00 de hoje, o número de descargas eléctricas que atingiram o solo “foi superior a 2.600”, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), revelando que o número total de descargas (somatório de descargas intranuvem, entre nuvens e nuvem solo) no território, registadas na rede nacional de descargas eléctricas do IPMA, “ultrapassou as 13.500”.
Na noite de segunda-feira e madrugada de hoje, a instabilidade associada a uma depressão em altitude, centrada a sudoeste de Lisboa e em movimento lento para nordeste, deu origem a forte actividade eléctrica na zona centro e sul de Portugal continental, explicou o IPMA, em comunicado, adiantando que “este evento foi muito visível, não só por ter ocorrido durante a noite, mas também pela ocorrência de um elevado número de descargas eléctricas intranuvem e entre nuvens”.
A Protecção Civil registou até ao início da manhã de hoje 76 ocorrências, muitas relacionadas com a trovoada que se fez sentir durante a noite de segunda-feira e que provocou dezenas de ignições, sobretudo nos distritos de Castelo Branco, Santarém, Lisboa e Setúbal. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) disse que a região centro do país foi a mais afectada, com 16 ignições de incêndio registadas em Castelo Branco, indicando que se registaram ainda oito em Santarém, cinco em Lisboa e outras cinco em Setúbal. “Estas ignições foram devido à trovoada que se fez sentir, e que foram fazendo dispersar os meios ao longo dos vários distritos, mas felizmente só há a registar danos materiais de floresta”, disse à Lusa o comandante Carlos Pereira, da ANEPC.
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