A Comissão Europeia propôs hoje o prolongamento das medidas de restrição de viagem para a União Europeia. “A Comissão convidou os Estados-membros do espaço Schengen e os Estados associados de Schengen a prolongarem a restrição temporária de viagens não essenciais até ao dia 15 de maio”, refere o comunicado do executivo comunitário, justificando com o facto de as medidas adotadas para travar a propagação do vírus “requererem mais de 30 dias para serem efetivas”.
Bruxelas “apela a uma abordagem coordenada da prorrogação, uma vez que a ação nas fronteiras externas só pode ser eficaz se implementada por todos os Estados da UE e Schengen em todas as fronteiras, com a mesma data final e de maneira uniforme”, acrescenta a nota divulgada esta quarta-feira.
A Comissária para os Assuntos Internos acrescentou que “a situação atual obriga-nos a exigir um prolongamento da restrição de viagens não essenciais à União Europeia”, sublinhando que “também precisamos de trabalhar juntos nas fronteiras internas para garantir que nosso mercado interno continue a funcionar adequadamente para que os produtos essenciais, como alimentos, medicamentos e equipamentos de proteção possam chegar ao seu destino sem demora”, indicou Ylva Johansson.
O plano para levantar restrições fica para mais tarde A Comissão Europeia recuou, entretanto, na sua intenção de apresentar esta quarta-feira orientações para o progressivo levantamento das restrições implementadas pelos Estados-membros para tentar travar a propagação do novo coronavírus, admitindo que se trata de “uma questão muito delicada”.
Depois de, na terça-feira, a Comissão ter anunciado que a presidente Ursula von der Leyen se deslocaria à sala de imprensa da sede do executivo comunitário para apresentar o “roteiro para a saída” das medidas de confinamento na Europa, o executivo comunitário anunciou que, afinal, a questão só seria discutida como “debate de orientação” na reunião do colégio, cancelando a conferência de imprensa.
Questionado hoje sobre este recuo e sobre as notícias que dão conta de que o mesmo se deveu à reação negativa de muitos Estados-membros, por entenderem que a publicação de tais diretrizes enviariam um sinal muito negativo às populações numa altura em que vários países continuam confrontados com um aumento do número de casos, hospitalizações e mortes devido à covid-19, o porta-voz Eric Mamer reconheceu que a Comissão decidiu adiar “para um futuro próximo” a divulgação das suas orientações, depois de ter consultado os 27 e refletido um pouco mais.
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